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25 de dezembro de 2011

[Resenha] Emily: The Strange - Os Dias Perdidos - Rob Reger

Esse não é o primeiro livro que fala de alguém com amnésia que eu li. Afinal, não é fácil esquecer da serie Os Heróis do Olimpo. Mas sem querer ofender a meu querido Riordan, Rob Reger soube tratar a falta de memória do que ele.

Emily: The Strange – Os Dias Perdidos, por Rob Reger
274 páginas
Galera Record
Minha Nota: 5

Emily perdeu a memória. E essa é a única coisa que ela sabe, já que não se lembra de nada. Não se lembra nem do próprio nome, quem dirá de onde é e o que está fazendo em Blackrock, já que está claro que não é dali. Os primeiros momentos do livro, Emily passa tentando descobrir quem é e o que faz ali e acaba fazendo amigos no mínimo estranhos. Como não sabe o próprio nome se auto-denomina, Lacraia. E começa a dormir no beco ao lado da maior construção de Blackrock, o El Dungeon, uma lanchonete meio que caindo aos pedaços. Logo ela faz amizade com a quase muda atendente do El Dungeon, Raven e arranja 4 gatos pretos de estimação.

Emily é sem duvida alguma a minha personagem predileta, apesar de adorar Raven. Ela é corajosa e no mínimo estranha também, já que adora fazer listas de 13 itens, andar de noite, dormir em uma caixa de geladeira e ter pesadelos. Mesmo o livro tendo começado monótono por ela não saber absolutamente NADA, a personalidade dela que me fez suportar as primeiras 150 páginas.

A escrita é o que mais precisa de destaque, é feita em forma de diário, já que quando Emily perdeu a memória começou a escrever tudo o que acontecia em um caderno, a única coisa que estava em sua mão quando despertou. O livro também é cheio de desenhos e “fotos” quem Emily faz com a câmera Polaroid que encontrou.

O que eu mais gostei foi sem duvida alguma, o final. Totalmente inesperado e digamos, bem surpreendente. Não falarei muito dele porque seria muita maldade, mas se você escolheu ler Emily: The Strange com certeza vai amar o final muito mais que o inicio.

A capa é uma obra de arte a parte. Ela é envernizada em alguns desenhos e fosca no fundo, e simplesmente hipnotizada. No dia em que comprei este livro, sei que fiquei horas só admirando-o. E como é um hardcover, tirando a jacket, temos outra capa também hipnotizada e cheia de dicas sobre o livro! As paginas do livro são todas de folha de revista, o que deixa os desenhos muito melhores, visto que eles são só em preto e vermelho. Eu só vi um ou dois errinhos, mas nada que matasse o livro. E nesse ponto a Editora está de parabéns.

O próximo livro da série, Emily: The Strange – Stranger and Stranger, ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, e tenho certeza que será tão incrível quanto o primeiro. Como? Intuição.

Então se você procura algum livro que te prenda até o final, com uma boa trama, Emily: The Strange – Os Dias Perdidos é perfeito. Além de ser um bom livro para se admirar.

Capa original

Quotes

Cara normal: [Finalmente terminando a longa explicação sobre seus negócios em Wichita.] Então, o que você faz nesse ônibus sozinha?
Eu: Desculpe, não falo inglês.
Cara normal: Hein? Parece que você fala inglês sim.
Eu: Não. Não falo uma palavra de inglês, e além do mais, tenho problemas na fala, então se não se importar, vou dormir agora.

***

Professora: Charlene, quer ir até a frente da turma e contar aos colegas um pouco sobre você?
Eu: Não, obrigada. Meu nome é Lacraia.
Professora: Charlene, você está querendo ficar uma hora depois da aula tirando chicletes das carteiras?
[Eu fui até a frente e contei a eles tudo sobre mim.]
Eu: Meu nome é Lacraia Dungeon, eu venho de Wichita, Kansas. Minha mãe e eu tínhamos um restaurante lá. Onde servíamos carne humana. Era bem famoso. Éramos milionárias. Eu tinha um pônei e um iate. Agora estamos fugindo do FBI...

26 de maio de 2011

[Resenha] Os Instrumentos Mortais #2 - Cidade das Cinzas - Cassandra Clare

Aquele momento desesperador quando uma das melhores autoras da sua vida te dá um ataque do coração sem dó nem pena... Bem, é isso que Cassandra Clare tenta fazer em você todo o Cidade das Cinzas, e eu agradeço por ter sobrevivido.

Cidade das Cinzas, por Cassandra Clare
Editora Galera Record
406 paginas
Minha Nota: 4,5

Sinopse: No mundo dos Caçadores de Sombras, ninguém está seguro. E agora que Clary descobriu fazer parte do perigoso Submundo, sua vida nunca mais será a mesma. Jace, seu recém-descoberto irmão, está cada vez mais impossível, e não parece medir esforços para enfurecer a todos. E sua atitude de bad boy não ajuda em nada quando, após o roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, a Inquisidora aparece no Instituto para interrogá-lo... Agora Jace é suspeito de ajudar o pai, o perverso Valentim, num plano que vai colocar em risco não só Idris ou o Submundo, mas toda a cidade de Nova York. E Clary não pode deixar de se perguntar: será que as ironias de Jace são só uma forma de chamar atenção, ou também pode haver uma traição por trás de tanto mistério?

Quando comecei a ler Cidade das Cinzas, e antes ainda, eu havia dito a mim mesma que leria mais rápido do que li Cidade dos Ossos. Demorei mais de 1 semana para ler Cidade dos Ossos, e quando demoro demais para ler um livro fico desesperada, bem, são loucuras dessa leitora que não podem ser explicadas. Mas dessa vez, eu poderia ter terminado esse livro domingo, mas apenas terminei hoje por que queria enrolar mais um pouco. Mais uma vez, vai me entender...

Em Cidade das Cinzas, as coisas estão um pouco diferentes. Clary está incondicionalmente envolvida com o mundo dos Caçadores de Sombras, e não tem mais volta. A vida antiga dela se foi para sempre. Sua mãe continua em coma, Simon começa a ter algumas reações estranhas, e Jace está mais atrevido que nunca. Em Cidade das Cinzas vemos um ar de pré-guerra, como se a gente tem que estar preparados, pois pode ser a ultima vez que essa “paz” pode acontecer.

Mas quem rouba a cena mesmo é Valentim. Muitas vezes me vi comparando-o com Voldemort. Acho meio impossível não fazer essa comparação, por causa do Ciclo e por ele está sempre tentando trazer o Jace para o lado dele. Mas eu cheguei a conclusão que não são tão parecidos assim. Valentim dá a escolha as pessoas, Voldemort a obriga. Mas isso não significa que eu goste de Valentim. Ele é um ótimo vilão, mas eu não gosto dele.

Cidade das Cinzas se tornou para mim o melhor da serie. Sem aquela coisa de os personagens ter de explicar tudo para você se acostumar com o cenário, e a Clary está bem mais corajosa agora. E eu quase não me agüento para esperar Cidade de Vidro, aquele final, meu Deus, quase me matou do coração. Espero que Cassandra Clare não queira me dar outro ataque cardíaco em Cidade de Vidro, pois acho que dá próxima vez eu não resisto.


25 de abril de 2011

[Resenha] Beautiful Creatures - Dezesseis Luas

Gente, eu peço desculpas se minha resenha não fizer sentido algum para vocês, mas são 08:15 da manhã, estou acordada desde ás 6:30, não comi nada ainda, e apenas a motivação de dizer para vocês o quanto esse livro é ótimo que me motivou a escrever. Vocês já deviam estar acostumados as manias loucas dessa blogueira.

Dezesseis Luas, por Margaret Stohl e Kami Garcia
Editora Galera Record
488 paginas.
Minha Nota: 4,9 

Sinopse: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.

Dezesseis Luas... Nome estranho certo? Mas de nome estranho, a literatura está cheia, o importante mesmo é que ele faça sentido. O que o nome original desse livro não faz. Quando a Galera Record divulgou que Beautiful Creatures seria lançado no Brasil pelo nome de Dezesseis Luas, eu não fiquei nem um pouco feliz. Por que? Porque eu amava esse nome. Para mim tinha um ar de dark, misterioso e sensual. Mas com tanto tempo cercada desses livros, eu deveria estar acostumada a me aquietar e esperar para ler o livro, porque quase sempre acontece de você morder a língua com alguma coisa que você criticou. Outra coisa que eu não havia ficado feliz fora a capa. Era – e ainda sou – apaixonada pela capa original. Mas quem não seria? Ela é muitíssimo linda. E a primeira visão da capa brasileira não foi assim tão bonita. Na verdade, eu a achei horrorosa. Estou até com dó da Galera Record, porque os critiquei tanto.

Margaret Stohl e Kami Garcia me conquistaram desde o primeiro parágrafo. Leitura fácil e rápida até para os seus quase 500 paginas, Dezesseis Luas conta com uma historia única no mundo. A magia é mais presente aqui do que os sonhos citados na sinopse, o que é um pouco injusto já que nos faz esperar uma coisa e o que vemos é outra. Nada que eu nunca tivesse sentido. O mundo de Stohl e Garcia é totalmente novo, é magia sim, mas não são bruxos, são Conjuradores que podem ser bem parecidos com os bruxos, mas deixam bem claros que não são.

Os personagens das autoras são muito bem construídos, todos eles com suas características únicas que os fazem tão especiais quanto os personagens principais. O livro é narrado em primeira pessoa por Ethan Wate, um garoto nascido em Gatlin, onde viveu toda a sua vida, e que não vê a hora de sair dali. Ethan vem tendo sonhos com uma garota que parece precisar de sua ajuda, mas ele não sabe como fazer isso. Ele nunca viu o rosto da garota, mas sempre que a deixa cair ele sente um aperto no coração. Será possível que Ethan esteja se apaixonando por uma garota que ele só conhece por sonhos? Ethan é de longe, o meu personagem preferido. Talvez por ele ser o garoto fofo que toda garota desejaria ter. Bem, os garotos de livros escritos por mulheres são sempre mais fofos, fácil perceber.

Lena Duchannes (que rima com rain) é para mim o meu personagem menos preferido. Eu gosto de todos, mas de Lena, eu não consigo gostar 100%. Ela é bem elaborada, mas acho que falta coragem e força nela. Ela é afugentada por seus medos, toda a força que mostra de vez em quando é esquecida quando ela pensa no que o futuro aguarda para si – não direi o que é, porque será um bom spoiler. A minha vontade muitas vezes é agarrar ela e gritar: “Lena, minha filha! Levanta daí e vê se encara tudo de cabeça erguida!”. Mas tenho a ligeira impressão que não daria certo. Fazer o que, não é? Todo personagem tem seus defeitos. E foi esse odioso defeito que me fez dar 4,9 para Dezesseis Luas e não 5.

Gatlin é um personagem a parte. O mais odioso personagem na minha opinião. Eu moro em uma cidade media – não é pequena, mas nem de longe é grande – e já odeio isso aqui, mas se eu morasse em Gatlin eu ia morrer de claustrofobia. Por ela ser pequena, pela atitude mesquinha de todos os seus moradores. Claro que temos exceções, como Amma e Link, mas todo o resto te faz odiar Gatlin mais que tudo na vida.

Também temos Amma com a suas superstições que te faz achar que até uma brisa pode ser algum recado dos Grandes. E Link, com o seu humor que te faz rir a qualquer momento por uma coisa tão boba.

Eu realmente amei Dezesseis Luas. Desde a capa – ao vivo ela é deslumbrante –, aos versos da musica Dezesseis Luas – que me faz arrepiar a cada segundo (ouça aqui a musica). E peço desculpas a Galera por ter feito aquelas criticas horrorosas. E se você ainda tem duvida se deveria ou não ter lido Dezesseis Luas, pode ir atrás do livro agora que eu garanto que é um ótimo negocio. E como disse para mim a Stefie Ferreira, do Na Minha Estante, tenho uma ligeira impressão que o próximo livro se chamará Dezessete Luas.

26 de março de 2011

[Resenha] A Mediadora #2 - O Arcano Nove - Meg Cabot

O Arcano Nove - Meg Cabot

Sinopse: Para uma adolescente, trocar de cidade pode ser um trauma. Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros?
            Se tem uma coisa que eu sei com toda certeza que eu sou, é impaciente. Eu raramente consigo esperar. Até que eu tentei, mas não deu para mim esperar o dinheiro para poder comprar O Arcano Nove. Eu já tinha o ebook, então foi só abri-lo e mãos a obra.

             Esse já é o meu 4º livro da Meg Cabot que eu leio, e ela a cada dia me surpreende mais. Assumo que fiquei um pouco frustrada por ela repetir tanto fatos que ela deixou bem claro em Terra de Sombras, mas depois do inicio, o livro seguiu perfeito.

            Outra coisa que me decepcionou muito é a teimosia da Suzannah. Ela fica tentando negar coisas que estão na sua cara. E também a sua falta de experiência com os garotos é irritante. Até eu que não sou a melhor pessoa quando se trata de garotos saberia agir melhor que Suzannah, desculpe querida.

            Em o Arcano Nove, o fantasma de uma mulher está aparecendo para Suzannah pedindo que ela lhe dê a mensagem que Red não a matou. E Suzannah querendo ser uma boa Mediadora está atrás desse Red, que tudo indica ser o pai do seu novo interesse amoroso, Tad Beaumont. E com a ajuda de CeeCee e Adam, ela descobre que Tad Beaumont (o pai) é o suspeito de vários assassinatos.

            O livro em primeira pessoa continua com aquela leveza que só Meg Cabot consegue dar. Com muitas paginas do humor leve de Suzannah e as seções super protetoras de Jesse. E Jesse é um personagem a parte, sempre irresistível, sempre com aquele ar antiquado que me faz suspirar.

            Agora estou ansiosa para começar Reunião, mas tenho que terminar alguns outros livros antes.



15 de março de 2011

[Resenha + Promo] Diarios do Vampiro #4 - Reunião Sombria - L.J. Smith

Sinopse: Em “Reunião Sombria”, quarto livro da série, Elena flutua em um misterioso limbo espiritual após se sacrificar para derrotar Katherine e salvar Stefan. Sua morte cobre Fell’s Church de tristeza e desalento, mas é preciso seguir em frente. Bonnie, a melhor amiga, decide guardar o diário de Elena e ali registra os lentos sinais de recuperação da cidade, acompanhada de perto por Meredith e Matt. Mas sonhos perturbadores com a amiga morta estão prestes a mudar tudo…
Pelos sonhos, Elena se comunica com Bonnie e avisa de um novo perigo a rondar a cidade. E só uma pessoa pode ajudá-los: Stefan. Mas o vampiro está desolado com a morte de Elena e tentando cumprir a promessa de permanecer ao lado de Damon. Os dois vagam sem rumo, sob a cruz de sua sina: a sede de sangue. Será que ele irá atender ao chamado inesperado que o colocará novamente no caminho de Elena – e daqueles que ela ama?
Resenha
É incrível como as pessoas mudam tão rápido de opinião. Lembro-me que quando eu li o primeiro livro de Diários do Vampiro foi mais por curiosidade, saber como era o “inimigo” de Crepúsculo. O primeiro livro não me prendeu de verdade, mas eu o li até o final. As coisas começaram a mudar no segundo livro, que foi o melhor de todos. Agora, depois de ter lido toda a serie, digo com muito orgulho que não odeio mais a serie, mas também ela não é a minha preferida.


Quem leu a minha resenha de A Fúria sabe que eu comentei que Reunião Sombria não era necessário para completar a serie, e que A Fúria era um final muito digno. Mas eu acho que entendo o motivo que levou L.J. Smith a dar outro final a serie (ninguém gosta quando a personagem principal morre no fim). E mesmo achando que não era necessário, Reunião Sombria foi um livro bom.

Para continuar com a temática de “Diários” em Reunião Sombria quem escreve é Bonnie, uma das minhas personagens preferidas. E Bonnie está tendo alguns sonhos estranhos com Elena. Elena parece ter algo importante a comunicar, mas sempre que tenta aparece um poder maior e interfere. E as duas começam a ficar desesperada, Bonnie por saber o que Elena quer saber e Elena por querer realmente mandar a mensagem.

E a coisa começa a piorar quando na festa surpresa de Meredith, Sue Carson é morta. Bonnie só vê uma solução para esse problema. Stefan Salvatore.

Com uma pequena ajuda de Elena, Bonnie, Meredith e Matt convocam Stefan. E juntos, eles vão tentar solucionar quem está por trás dessas mortes.

A historia de Reunião Sombria é bem mais gostosa, tenho que admitir. O ar de investigação é maravilhoso, tirando o novo triangulo amoroso formado, que é muito fogoso. L.J. Smith me prendeu do inicio ao fim e me surpreendeu com novidades que eu nunca tinha pensado.

Apesar de ter achado o fim de A Fúria perfeito, Reunião Sombria é um livro muito bom afinal.

1 de março de 2011

[Resenha] Diários do Vampiro #3 - A Fúria - L.J. Smith

Sinopse: Elena: A garota dourada de Fells Church está morta. As consequências de sua devoção a Stefan - e a irresistível atração por Damon - a levaram por um caminho temido, mas também desejado. Stefan: Atormentado por perder Elena, Stefan está decidido a dar um fim em sua briga com Damon - custe o que custar. Entretanto, aos poucos, fica evidente que o irmão não é seu único inimigo. Damon: Ele conseguiu; Elena finalmente está ao seu lado. Mas será que Damon é capaz de esquecer sua rixa com Stefan e se unir a ele numa última e decisiva batalha? Há séculos, o poder de um grande amor fez suas vítimas: Stefan e Damon Salvatore foram condenados a atravessar gerações como mortos vivos. Agora a paixão por Stefan sela o destino da jovem Elena Gilbert. Ela é encontrada morta à beira de um rio, mas um estranho - e perigoso - Poder a conduzirá em direção a um novo mundo. E quando um caça-vampiros chega à cidade, os caçadores transformam-se em caça. Stefan, Damon e Elena precisarão ficar juntos para encontrar o mal que quer lembrar aos três e a todos de Fell's Church suas verdadeiras origens.

Eis aqui um livro que eu não esperava ler. Realmente. Nunca na minha vida me passou pela cabeça ler Diários do Vampiro. Primeiro, porque eu era uma fã de Crepúsculo alucinada e que morria de ciúmes de qualquer serie que sequer brincasse em ter algo parecido com Crepúsculo, segundo, porque ele não me chamou a atenção, então eu não faria esforço algum para poder ler o livro. E então, chegar no fim da primeira trilogia é um choque para mim, mesmo quando li O Despertar eu nunca nem pensei em ler O Confronto. Mas agora estou aqui eu, falando do fim da primeira trilogia da serie que um dia desprezei. Irônico, não?

É interessante você parar, olhar para trás, e refletir o quanto você mudou e amadureceu em alguns meses. Acho que escrevendo essa resenha penso bem nisso.

Em Diários do Vampiro: A Fúria começamos com uma cena hilariante, talvez para mim. Uma Elena desnorteada, insensata e meio desmemoriada. Vejamos comigo, Elena nunca foi a minha personagem preferida, então ver ela confundindo tudo, doidinha de pedra e mortalmente perigosa é bem divertido. Acho que os pensamentos engraçados dela no inicio do livro foi um dos pontos mais fortes da historia de A Fúria.

Outra coisa que percebi nessa 3ª parte da historia de DV é que, por mais que neguem, Damon e Stefan se amam. Querem uma prova? Olhem o próximo quote:

“Coloque desta maneira, meu querido irmão: Se alguém terá a satisfação de mata‐lo, esse alguém serei eu Ninguém mais. Planejo terminar o serviço por mim mesmo. E é algo em que sou muito bom, acredite.”
Damon Salvatore. A Fúria – Lisa J. Smith. Pagina 8

Esse é o quote que Damon explica o porque ele não deixou Elena matar Stefan. Mas se Damon queria mesmo ver Stefan morto, então porque não deixou que Elena terminasse o seu serviço por ele? Desculpe Damon, mas não acredito em suas palavras.

Eu acho interessante é que Stefan mostra mais seu lado vampirico neste livro, mostra seu lado mais negro, seu verdadeiro ser. Foi uma coisa boa, porque eu estava cansada de ver Stefan tentando ser humano. Era patético.

Eu li meio de relance, o inicio de uma resenha sobre esse livro onde a autora da resenha diz que esse livro é o melhor da serie, em sua opinião. Para mim não foi bem assim, acho que é melhor que o primeiro sim, mas o segundo ainda é o melhor.

Como já citei aqui, A Fúria é o ultimo livro da 1ª trilogia. Bem, eu não entendia porque chamavam Os Diários do Vampiro de primeira trilogia, se eram 4 livro – contando com Reunião Sombria. Bem, atrás da resposta da minha perguntinha, eu descobri que é assim porque eram apenas os 3, O Despertar, O Confronto e A Fúria, até que Smith resolveu dar mais um livrinho para a serie, o Reunião Sombria. Eu jáli esse 4º livro, e gostei, mas acho que a serie teve um bom final em A Fúria.

A Serie 

22 de fevereiro de 2011

Resenha: Diarios do Vampiro #2 - O Confronto - L.J. Smith

Diarios Do Vampiro #2 - O Confronto - L.J. Smith

Sinopse: Há muito tempo, quando transformou Damon e Stefan em vampiros, a bela Katherine nunca imaginou que separaria os irmãos para sempre. Seu coração pertencia aos dois, mas ambos a queriam para si. A batalha pelo coração da jovem culminou em sua morte e num pacto de vingança entre os irmãos Salvatore. Refém do acaso, Elena Gilbert não demora a perceber que, se existe algo mais arriscado do que estar apaixonada por um vampiro, é ser desejada por dois deles. Enquanto Stefan luta para controlar seus instintos, Damon persevera na missão de conquistar Elena; mas o perigo espreita o destino dos três. O confronto é o segundo volume da série Diários do vampiro, de L. J. Smith, que deu origem à série de televisão Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson (Dawson’s Creek) e estrelada por Ian Somerhalder, Paul Wesley e Nina Dobrey.



Sabe quando você compra um livro por compulsividade? Apenas por que sua mão está coçando para poder ler um livro novo e o único que tem é aquele ali que você nem está tão desesperada para ler, mas tem um mínimo de curiosidade? Sabem? Pois foi assim com O Confronto. Eu estava num supermercado, e vi o livro lá. Só que não foi só o fato de ter o livro lá, mas o fato de que eu me sentia que se não comprasse um livro, qualquer que fosse, eu ia explodir. Então, com dinheiro na mão fui me arriscar para o próximo livro da serie de Diários do Vampiro. E acho que não errei.

Bem, todo mundo sabe que o primeiro livro não é lá essas coisas, mas como uma boa curiosa eu quase me mato quando deixo de ler a sequência de algum livro – tendo eu gostado do tal ou não. Tipo, eu li O Confronto na minha seção de férias, quando eu estava lendo tudo compulsivamente, entre Fade e Gone, da serie Wake, por que o final de Fade havia me deixado tensa.

Em o Confronto o romance entre Elena e Stefan está ainda mais consolidado, ela guarda o segredo dele com a própria vida e ele faz de tudo para proteger a amada. Temos Damon ainda mais presente, ainda mais nos momentos mais tensos da trama, o que me deixou feliz. Para quem não sabe eu tenho uma quedinha por Damon Salvatore – culpa de Ian Somerhalder claro.

Eu gostei bastante desse livro, mas foi por causa do final. Eu sou viciada em uma carnificina. Achei o anterior muito choco nesse quesito, então esse livro conseguiu um ponto maior comigo.

Eu já comprei A Fúria e Reunião Sombria, e já estou na metade de A Fúria. E estou me surpreendendo com o rumo que as coisas estão tomando na serie, agora que ele não se torne chato.

A Serie


7 de fevereiro de 2011

Resenha: Beastly - Alex Flinn

Sinopse: Kyle tem tudo, mas ainda assim, não se sente bem ao menos que deprecie e humilhe todos aqueles que não cumprem com seus estandartes de perfeição. Até que um dia se meteu com a pessoa errada, uma estranha garota de sua aula de inglês, que tem o cabelo verde e sua aparência não é precisamente agradável. Como uma brincadeira, ele a deixa plantada no baile. Então descobre que a estranha, entretanto, não é nada mais nada menos que uma bruxa que o castiga com uma maldição!
Existe uma possibilidade, ele tem dois anos para encontrar alguém que o ame realmente, apesar de sua aparência monstruosa; mas o que é realmente difícil é que ele também deve amar essa pessoa ou será uma besta para sempre.

Resenha


Desde quando realmente pequenos – tipo, na barriga da nossa mãe – nós ouvimos os contos de fadas. Princesas, príncipes, fadas madrinhas, bruxas, madrastas más, duendes, gnomos, feras, dragões... São tantos seres que eu até me perco. E olha que nem citei todos.

As visões dos clássicos dos contos de fadas mais famosos são os da Disney. Quem nunca viu A Bela Adormecida ou Branca de Neve? Alice, Hercules, Shrek... São tantos – novos e antigos – que dá até vontade de voltar a ser criança, quando podíamos gastar o dia todo vendo filmes assim.

De todos esses o meu preferido é, sempre foi e sempre será A Bela e a Fera. Eu nunca soube o motivo dessa minha preferência, talvez pelo fato dela ser morena e não loira como as outras. Então é inegável que eu fiquei curiosa quando ouvi falar de Beastly pela primeira vez – em uma comunidade do orkut.

Eu dou muita fé para coisas novas. É claro que algumas vezes eu quebro a cara, mas em algumas eu acerto em cheio. Foi assim com Beastly. Desde que havia ouvido falar dele no orkut, eu meio que esqueci ele, e fui em frente. Até que a Maeva do Murphy’s Library resolve postar uma resenha desse livro e eu vou atrás de vez do livro.

Beastly é uma versão atual de A Bela e a Fera. Se passa em Nova York e ao contrario do clássico da Disney, sabemos tudo na visão de nossa fera, Kyle. Kyle era tudo o que nós desejamos, loiro, olhos azuis, musculoso, alto e popular. Mas ele era egoísta demais e foi por esse motivo que ele foi transformado em besta.

Kendra é a nossa bruxa. Uma garota feia, gorda, de cabelos verdes e muito misteriosa. Ela aparece para Kyle como a ralé que estuda na mesma escola que ele. E Kyle resolve humilha-la na frente de toda a escola. Como lição ela o transforma em uma besta. Pelos por todo o corpo, garras e presas. Agora ele tem 2 anos para achar alguém que ele ame e que o ame para quebrar a maldição.

O pai de Kyle tenta achar uma cura para ele, mas fracassa. Então o manda para uma casa no Brooklin, com a empregada – Magda – e Will, um tutor.

Até que um drogado arromba sua casa e para se safar de ser morto pela fera lhe oferece a sua filha. Vendo ali uma oportunidade de quebrar a maldição, ele aceita.

Alex Flinn soube encaixar perfeitamente o meu conto preferido na linda e maravilhosa cidade de Nova York. Os personagens de Beastly são completos, não vemos aquilo que de vez enquando enxergamos em alguns livros de achar que o autor precisa destacar um pouco mais um personagem ou outro. Todos eles aparecem na medida certa.

Com uma narração intensa, nós sentimos os mesmos sentimentos de Kyle e sua mudança de um garoto egoísta para uma besta com um caráter invejável. O livro é dividido em Partes e em Capítulos. Antes de cada parte temos um pequeno pedaço de um chat que Kyle achou pela internet. Eu acho essas as melhores partes.

O livro foi adaptado para o cinema e será estreiado em Abril. Com Alex Pettyfer como Kyle (uma ótima escolha para dizer a verdade) e Vanessa Hudgens como Lindy (a filha do drogado, que não foi uma boa escolha, já que a Lindy do livro é ruiva).

A Editora Galera Record já comprou os direitos do livro e está para ser lançado em Março.




26 de janeiro de 2011

Resenha: Cabeça de Vento - Meg Cabot

Cabeça de Vento - Meg Cabot

Sinopse: Emerson Watts odeia seu nome, tem problemas com quase todo mundo na escola e seu melhor amigo parece nem desconfiar de sua paixão por ele. Parece que ela tem problemas? Pois um acidente num shopping aproxima Em e a famosa modelo Nikki Howard muito mais do que deveria, e é aqui que os problemas começam de verdade.

Resenha

O que dizer sobre um livro de uma autora que todos lhe fizeram amar? É quase impossível. Eu lembro ano passado quando lançaram Cabeça de Vento, foi um burburinho só. Aquela capa perfeita. Eu queria muiiito o livro. Eu quase pirei quando consegui dinheiro para poder comprar o livro! Na verdade, eu pirei sim.


Mais uma vez, Meg Cabot me deixou de boca aberta. Eu esperava algo com um pequeno toque de sobrenatural, já que temos uma troca de corpo, mas não é isso que nos espera no livro, temos é um toque de ficção cientifica. Nada de ruim claro, e gostei muito de poder ler um livro em que podemos nos ver no mundo de sempre.

Cabeça de Vento conta a historia de Emerson Watts, uma garota de 16 anos que odeia seu nome, tem uma irmã que quer ser líder de torcida, ama vídeo games, tem um amor platônico pelo seu melhor amigo, não é nada perfeita e claro, mora em Nova York. Em – como ela prefere ser chamada – virou uma das minha personagens preferidas, ela é cheia de bom humor, ama um Sunday com cobertura de chocolate e não tem aquelas medidas perfeitas. Ela odeia aquelas patricinhas, e principalmente aquelas modelos que as patricinhas admiram.

Meneei a cabeça devagar. Ás vezes, acho que o colégio é um tipo de teste imposto pela sociedade para ver se os adolescentes conseguirão sobreviver no mundo real.

E eu sei que não estou indo nada bem neste teste.

Pagina 18 – Capitulo 1

A vida dela muda completamente quando a sua irmã a obriga a ir na inauguração de um shopping, e uma tv de tela plana gigante cai sobre si. Ela acorda um mês depois, e não é mais Emerson Watts.

Ta bom, ela continua sendo a mesma Em, só que não está mais em seu corpo. Ela está no corpo de Nikki Howard, uma super modelo adolescente, que ela desprezava.

A vida de Em depois disso vira de cabeça para baixo, e você cai na gargalhada com cada coisa em que ela se mete. A narração é em 1ª pessoa, pela perspectiva de Em, e eu nunca vi uma narração mais perfeita que essa. Meg Cabot se mostrou a diva que todos me fizeram acreditar que ela é.

Depois de terminar o livro, a única coisa que eu conseguia pensar era que eu precisava urgentemente de Sendo Nikki, a continuação desse livro mais que perfeito!


Quotes


- Homens héteros só se sentem de três formas em relação as garotas – informou ela, erguendo três dedos e baixando um de cada vez conforme expunha seu argumento. – Primeiro: ou eles amam você e demonstra esse sentimento fazendo uma musica para você, tipo Gabriel Luna, e lhe convidando para sair, e tudo é legal e divertido como deve ser. Segundo: eles amam você, mas ficam com medo dessa paixão porque é um sentimento forte demais, como esse tal Christopher, então eles escondem esse sentimento e a ignoram, ou fazem coisas estúpidas como se divertirem a sua custa porque não sabem se expressar de outra forma, já que são bebezinhos imaturos e tímidos demais para, tipo, escrever musicas para você. Ou terceiro: tem alguma coisa errada com eles. E começam sendo legais e fofos e depois mudam, e passam a fazer coisas estúpidas como dormir com outras garotas pelas suas costas, como Justin Bay. Mas nunca descobrimos os que deu errado com eles, nem eles mesmos, então não vale a pena pensar sobre isso. Ta bem? É isso. Ponto final.

Lulu Collins. Paginas 297/298 – Capitulo 23


Airhead / Being Nikki / Runaway 
E.U.A


Airhead / Being Nikki / Runaway
(não sei de onde são essas capas, podem ser uma segunda edição das americanas, ou as britanicas, mas como elas são bonitas não resisti de por)

6 de janeiro de 2011

Mundo das Sombras #1 - Vampiro Secreto - L.J. Smith

Todo mundo sabe que Diarios do Vampiro não foi um livro que me agradou de verdade, mas é inegavel não perceber que Lisa Jane Smith sabe escrever - ela apenas não soube usar bem o dom ao escrever VD. Agora mais uma serie da escritora está chegando ao Brasil, é Mundo das Sombras. Mais uma vez nos veremos em um mundo de vampiros, de amor e de intrigas. Pelo menos é isso que a Galera Record diz que iremos encontrar no livro. E se você, assim como eu, não gostou de Vampire Diaries eis uma chance para a L.J. Smith mostrar para que veio ao mundo. Vampiro Secreto é o primeiro livro da serie.


Sinopse

Poppy foi diagnosticada com câncer terminal até que James, seu amigo e por quem é apaixonada, lhe oferece uma maneira de evitar a morte: a vida eterna. James está disposto a infringir as regras do Mundo das Sombras por amor, mas conhece as leis - se alguém do Mundo das Sombras se apaixonar por um humano deve ser punido com a morte. L. J. Smith é autora da série Diários do Vampiro, com mais de 700.000 exemplares vendidos no país. A série Mundo das Sombras esteve por semanas entre as mais vendidas do New York Times.

4 de janeiro de 2011

Resenha: A Mediadora #1 - A Terra das Sombras


Sinopse

Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber a gravidade do que encontraria ao mudar-se para Califórnia.



Antes mesmo de eu ser uma bookaholic – viciada em livros para quem não está acostumada com o termo – eu ouvia pessoas dizerem sobre os livros de Meg Cabot e como elas a veneravam. Então, mesmo não sendo uma louca por livros como sou hoje eu tinha uma vontade enorme de ler no mínimo um livro dela. Subia para o 2º piso da livraria que eu freqüento e ficava babando nas 2 prateleiras onde só havia livros da Meg. Então depois de eu descobrir mais profundamente o prazer de ler livros, aquela vontade de saber como eram os livros dela persistiram firme e forte.

Há alguns meses atrás eu pude ler O Garoto da Casa ao Lado da diva Meg. Juro que fiquei muiiiiiiito feliz por enfim poder descobrir porque tantas pessoas veneram o chão que ela pisa. Fiquei um pouco decepcionada por o livro ser todo em emails, mas mesmo assim fiquei bem surpresa de como mesmo assim nenhum detalhe foi perdido. Claro que depois queria ler mais sobre ela, mas naquele momento eu não tinha como proporcionar isso.

Até que o Amigo Secreto que o blog A Leitora promoveu solucionou o meu problema. A fofa da Leka do Lekatopia mandou-me o primeiro livro da serie A Mediadora, A Terra das Sombras. Até hoje tenho dó da minha mãe, pois o meu grito de felicidade deve ter levado todo mundo da rua para o oftalmologista.

Uma das coisas que me deixaram mais felizes ainda é que o livro que ganhei é com a nova edição que a Galera Record montou. Eu sempre fui loucamente apaixonada por ela, então está ai mais um motivo para eu ir às alturas. A capa tem o escrito A Mediadora em vermelho bem no centro e A Terra das Sombras, um pouco menos e abaixo em branco. Mas é a foto que me chama a atenção. É a boca e o pescoço de uma garota com batom vermelho e um colar com um crucifixo. Tudo haver com a historia.

Todo mundo sabe que os temas para livros YA são diversos. Vampiros, Lobisomens e Anjos são o topo dessa imensa lista. Meg Cabot resolveu usar os fantasmas dessa vez. Eles são normalmente retratados em filmes de terror e suspense. E Meg soube coloca-lo em um romance adolescente. Claro que ela soube deixar a essência tenebrosa deles, é impossível não se arrepiar com as coisas que acontecem com a Suzannah.

Suzannah é a nossa Mediadora. E ela tem um trabalho um tanto complicado. Ela tem que mandar para o “outro lado” aquelas almas que insistem em ficar aqui, no nosso mundo, nos atormentando. A mãe de Suzannah – que incrivelmente, Meg não nos disse seu nome. E segundo algumas amigas que já leram a serie, ela continua sem nos dizer – resolve casar-se novamente com Andi Ackerman, e elas tem que se mudar de Nova York para a Califórnia. Um baita choque cultural para a Suzannah, que viveu sua vida inteira na maior cidade dos EUA.

Só que, o que parecia ser algo complicado, fica pior ainda para Suze. Assim que entra no seu quarto, ela dá de cara com um fantasma. Mas não um fantasma qualquer – coisa que ela vê a cada esquina – é o fantasma de um cara, muito lindo. Imagina só, você se muda para o outro lado do país, um lugar completamente diferente de onde você passou 16 anos da sua vida, sua mãe está casando de novo, com um cara que tem 3 filhos – os quais ela chama de Soneca, Dunga e Mestre -, muda para uma escolha no meio do ano letivo e quando chega no seu quarto, tem um fantasma lá!

Mas a Suzannah não é daquelas garotas que ficam chorando porque a mãe ta casando de novo, reclama que a mãe não está honrando a memória do pai morto e outras futilidades. Muito pelo contrario. Ela é bem mais forte que muitas personagens por ai. E é até capaz de dar um pé na bunda daquele fantasma que estiver irritando-a.

Se algum dia eu duvidei da capacidade de escrita de Meg Cabot, depois de ler esse livro eu mordi minha língua.



Quotes


Você me olhou nos olhos
E eu fui ficando.
Passei as mãos nos seus cabelos
E um piolho me mordeu no dedo.

Pagina 109 – Capitulo 8

- Está brincando? Aonde quer ir? É só dizer, Suze, e eu te levo. Las Vegas? Quer ir a Las Vegas? Nenhum problema. Eu tenho 16 anos, você tem 16 anos. Podemos nos casar lá com a maior felicidade. Meus pais deixam a gente morar com eles sem problema. Algum problema em ficar no meu quarto? Juro que a partir de agora eu tomo cuidado com as coisas...

Adam. Pagina 198 – Capitulo 15

- Suzannah...

Só isso: apenas o meu nome.

Eu não disse nada. Nem podia. Quer dizer, claro que podia, não era como se houvesse um caroço na minha garganta ou coisa assim. Simplesmente... sei lá.

Em vez disso, fiquei olhando para a mão dele, que era muito grande e meio escura, mesmo por cima do couro preto da minha jaqueta. Ele tinha um bocado de força naquela mão para um sujeito que estava morto. E até para um sujeito vivo. Viu que o meu olhar estava baixando, olhou na mesma direção se deu conta de que sua mão estava agarrando o meu pulso.

E então me soltou de repente, como se minha pele tivesse começado a queimar ou coisa parecida. Eu continuei subindo na janela. Quando consegui atravessar o telhado da varanda e chegar ao chão lá embaixo, voltei-me em direção a janela do meu quarto.

Mas é claro que ele já tinha ido embora.

Pagina 133 – Capitulo 9

Ele piscou com aqueles enormes olhos negros. Suas pestanas eram mais longas que as minhas. Não é sempre que dou de cara com um fantasma que também é uma graça, mas aquele cara... caramba, ele deveria ter sido uma coisa quando vivo, pois ali estava ele morto e eu já queria adivinhar como eram as coisas por baixo da camisa branca que usava, bem aberta, mostrando um bocado do peito, e até um pouco do abdômen. Será que fantasma também faz abdominal? Era o tipo da coisa que eu nunca tivera a oportunidade – ou vontade – de explorar até então.

Paginas 46/47 – Capitulo 3

23 de dezembro de 2010

Capa e data de Tormenta divulgada

Se tem uma coisa que é impossível negar, é que Fallen é uma serie polêmica. Muitos amam, outros odeiam - infelizmente estou entre esses - e outros não estão nem ai. Mas todo mundo quer saber, e a sequência?? Bem, a Galera Record divulgou a capa e a data de Tormenta, a sequencia da serie de Lauren Kate. 

Uma coisa que eu achei bem estranho é o titulo do livro. Ele no original é Torment, mas a editora traduziu para Tormenta. E tem o fato que o primeiro livro eles mantiveram o titulo em inglês, Fallen, então seria mais legal se deixassem Torment no original. O nome em inglês é bem mais leve que Tormenta. Essa é a minha opinião.

Mas a capa a editora soube fazer ficar perfeita. A capa de Tormenta vai entrar entre as melhores do ano, e olha que a original já era perfeita. A editora deixou a moça da capa - acho que é a Luce - bem mais focada e o fundo mais desfocada, parecendo mais longa.


Sinopse
Quantas vidas você precisa viver antes de encontrar alguém que valha a pena morrer? Como consequência do que aconteceu na Espada & Cruz, Luce foi escondida por seu namorado que é um anjo amaldiçoado, Daniel, em uma nova escola repleta de Nephilim, descendentes de anjos caídos e seres humanos. Daniel prometeu que ela estará segura aqui, protegida daqueles que querem matá-la. Na escola a Luce descobre o que as Sombras que a seguiram durante toda a sua vida significam – e como manipulá-las para ver dentro de suas outras vidas. Ainda assim, quanto mais a Luce aprende sobre si mesma, mais ela percebe que o passado é sua única chave para desbloquear seu futuro… e que Daniel não lhe disse tudo. E se a versão dele do passado não é bem como as coisas realmente aconteceram… e se a Luce era para estar realmente com outra pessoa?

8 de dezembro de 2010

Resenha: Diarios do Vampiro - O Despertar - L.J. Smith

Não me venham dizer que esse livro é velho demais para resenhar, pois livro nenhum é velho para uma resenha. Esse livro não estava no meu plano, mas eu não resisti, foi tão empolgante reler-lo ontem que quase não aguentei deitar para dormir para fazê-la hoje. Mas como não dava para ficar acordada a noite toda fiz a resenha hoje mesmo. Espero que gostem.


Sinopse:


Em Fell Church, uma cidade pacata em West Virginia, a garota mais popular da escola Robert E. Lee apaixona-se por um vampiro com quatrocentos anos. Com a ajuda das amigas, Meredith e Bonnie, Elena fará tudo para seduzir Stefan. E Stefan fará tudo para proteger Elena… dele mesmo. O adolescente de olhos verdes, rosto clássico escondem um passado sombrio e uma sede que não consegue controlar. Com ele, arrasta a memória de um amor perdido e um irmão que apenas deseja vingança. Em Florença, no Renascimento, Stefan e Damon Salvatore lutaram pelo amor da mesma mulher. Séculos mais tarde, voltarão a fazê-lo. Diários do Vampiro – O Despertar é a introdução a um triângulo amoroso arrepiante: a história de dois irmãos vampiros que se odeiam e de uma garota que se vê dividida entre os dois.


Resenha:



Diarios do Vampiro é uma serie polemica. Foi lançada originalmente em 1990 – a 20 anos atrás – e só a pouco tempo foi lançada ao patamar da fama. Muitos dizem que essa fama é devido a febre Crepúsculo e outros pela serie de TV – eu aposto na mistura dos dois. A semelhança com Crepúsculo é gritante! Frases, parágrafos inteiros, cenários e até a historia é bastante parecida. Tanto que Lisa Jane Smith processou Stephenie Meyer por plagio. Eu não sei em que deu isso, mas criou uma rixa entre os fãs das duas series.


Eu mesma assumo que no inicio, quando não conhecia nada sobre a serie, não gostava nem um pouco dela. Mas como eu sou uma pessoa muito curiosa e gosto de conhecer meus “inimigos” eu resolvi ler o livro em agosto. Li ele bem rápido em alguns dias apenas. Minha opinião naquela época não mudou muito. Por que eu não via graça, e fiquei indignada, pois era mesmo semelhante a Crepúsculo – muito semelhante para meu gosto – e como fã assumida da serie de Meyer eu me negava a assumir plagio.

Mas como ouve partes muito legais eu resolvi reler. Dei mais uma chance ao livro. Digo que gostei mais dessa segunda leitura. Por que em 3 meses eu amadureci muito.

Não há como negar, a Lisa soube escrever. Fez uma mocinha com atitude, um herói/vampiro tentando achar um lugar entre as suas presas, um cenário simples entre outras coisas. As constantes cenas no cemitério da cidade – Fell’s Church – dão um toque mais sombrio a trama.

Elena, a personagem principal, me deixa com muitas duvidas. Muitas vezes ela se mostra com bastante atitude, um exemplo a ser seguido, mas depois que ela começa a ficar com Stefan ela fica mais frágil – não como Bella Swan, mas está quase lá. E isso me decepcionou bastante, e espero que em O Confronto as coisas melhorem para o lado dela.

Stefan é um dos meus personagens preferidos do livro, e isso por ter ignorado Elena logo nos primeiros capítulos – ela merecia isso – e pelo seu passado. Eu gosto dele por que eu sinto dó. Quem leu os livros é impossível não sentir pena, ele amava Katherine e assim que seu irmão – Damon – volta para casa ele começa a perder a amada. É triste. Mas uma coisa que eu não gosto nele é que ele fica se arrependendo de tudo. Nós podemos sentir pena sim! Mas você não Stefan, pare com isso cara! Bola para frente!

Damon é o meu personagem preferido. Ele quase não aparece no livro, mas quando aparece rouba a cena e você até se esquece que Stefan algum dia existiu. Ele é sexy, sombrio e letal. Ele é a personificação do mal. E é por isso que eu gosto tanto dele. É impossível não sucumbir a tanta perfeição e poder. Acho que ele é o perfeito vampiro. Mostra o verdadeiro lado daquelas antigas lendas, ele não tem medo de matar, não tem medo de causar medo e usa a sedução como a melhor arma.

Os vampiros em Diários do Vampiro é um personagem a parte. A cada livro que aborda esse mesmo tema vemos vários tipos de vampiros. Até dois livros de uma mesma autora pode ter dois tipos de vampiros – exemplo são os livros de Richelle Mead, Vampire Academy & Georgina Kincaid, os dois tem vampiros e vampiros diferentes. E os vampiros de Lisa Jane Smith é mais perto da verdadeira lenda do Conde Dracula. Eles viram cinza ao Sol e só podem sair com um anel, são super fortes e rápidos e tem vários poderes variados, como ler mentes e poder se transformar em qualquer animal.

Apesar de ainda estar contaminada com o preconceito criado por Crepúsculo a essa serie, esse foi um livro bom. O único erro de Lisa foi ter criado a segunda trilogia. Foi quando ela demonstrou não ser a autora madura e original e sim mais uma que seguiu a modinha dos vampiros.

Playlist




Diary of Jane – Breaking Benjamin
Down – Jason Walker
Any Other World - Mika

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