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25 de dezembro de 2011

[Resenha] Emily: The Strange - Os Dias Perdidos - Rob Reger

Esse não é o primeiro livro que fala de alguém com amnésia que eu li. Afinal, não é fácil esquecer da serie Os Heróis do Olimpo. Mas sem querer ofender a meu querido Riordan, Rob Reger soube tratar a falta de memória do que ele.

Emily: The Strange – Os Dias Perdidos, por Rob Reger
274 páginas
Galera Record
Minha Nota: 5

Emily perdeu a memória. E essa é a única coisa que ela sabe, já que não se lembra de nada. Não se lembra nem do próprio nome, quem dirá de onde é e o que está fazendo em Blackrock, já que está claro que não é dali. Os primeiros momentos do livro, Emily passa tentando descobrir quem é e o que faz ali e acaba fazendo amigos no mínimo estranhos. Como não sabe o próprio nome se auto-denomina, Lacraia. E começa a dormir no beco ao lado da maior construção de Blackrock, o El Dungeon, uma lanchonete meio que caindo aos pedaços. Logo ela faz amizade com a quase muda atendente do El Dungeon, Raven e arranja 4 gatos pretos de estimação.

Emily é sem duvida alguma a minha personagem predileta, apesar de adorar Raven. Ela é corajosa e no mínimo estranha também, já que adora fazer listas de 13 itens, andar de noite, dormir em uma caixa de geladeira e ter pesadelos. Mesmo o livro tendo começado monótono por ela não saber absolutamente NADA, a personalidade dela que me fez suportar as primeiras 150 páginas.

A escrita é o que mais precisa de destaque, é feita em forma de diário, já que quando Emily perdeu a memória começou a escrever tudo o que acontecia em um caderno, a única coisa que estava em sua mão quando despertou. O livro também é cheio de desenhos e “fotos” quem Emily faz com a câmera Polaroid que encontrou.

O que eu mais gostei foi sem duvida alguma, o final. Totalmente inesperado e digamos, bem surpreendente. Não falarei muito dele porque seria muita maldade, mas se você escolheu ler Emily: The Strange com certeza vai amar o final muito mais que o inicio.

A capa é uma obra de arte a parte. Ela é envernizada em alguns desenhos e fosca no fundo, e simplesmente hipnotizada. No dia em que comprei este livro, sei que fiquei horas só admirando-o. E como é um hardcover, tirando a jacket, temos outra capa também hipnotizada e cheia de dicas sobre o livro! As paginas do livro são todas de folha de revista, o que deixa os desenhos muito melhores, visto que eles são só em preto e vermelho. Eu só vi um ou dois errinhos, mas nada que matasse o livro. E nesse ponto a Editora está de parabéns.

O próximo livro da série, Emily: The Strange – Stranger and Stranger, ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, e tenho certeza que será tão incrível quanto o primeiro. Como? Intuição.

Então se você procura algum livro que te prenda até o final, com uma boa trama, Emily: The Strange – Os Dias Perdidos é perfeito. Além de ser um bom livro para se admirar.

Capa original

Quotes

Cara normal: [Finalmente terminando a longa explicação sobre seus negócios em Wichita.] Então, o que você faz nesse ônibus sozinha?
Eu: Desculpe, não falo inglês.
Cara normal: Hein? Parece que você fala inglês sim.
Eu: Não. Não falo uma palavra de inglês, e além do mais, tenho problemas na fala, então se não se importar, vou dormir agora.

***

Professora: Charlene, quer ir até a frente da turma e contar aos colegas um pouco sobre você?
Eu: Não, obrigada. Meu nome é Lacraia.
Professora: Charlene, você está querendo ficar uma hora depois da aula tirando chicletes das carteiras?
[Eu fui até a frente e contei a eles tudo sobre mim.]
Eu: Meu nome é Lacraia Dungeon, eu venho de Wichita, Kansas. Minha mãe e eu tínhamos um restaurante lá. Onde servíamos carne humana. Era bem famoso. Éramos milionárias. Eu tinha um pônei e um iate. Agora estamos fugindo do FBI...

6 de dezembro de 2011

[Resenha] Os Instrumentos Mortais #3 - Cidade de Vidro - Cassandra Clare

É engraçado o que eu vou dizer, mas muitas vezes eu me vejo percebendo o quanto um habito meu é engraçado, mas eu simplesmente odeio quando vicio alguém em alguma serie de livros que eu comecei a comprar e quando chega o lançamento do ultimo livro e eu ainda não consegui comprá-lo a tal pessoa compra ele primeiro que você. Eu fico com um ciúme enorme da pessoa que dá mesmo vontade de rir de mim mesma. Piada? Não, a mais pura verdade.

Cidade de Vidro, por Cassandra Clare
Editora Galera Record
476 páginas
Minha nota: 3

Eu assumo que fui bem controlada quando esperei por Cidade de Vidro. Não fiquei louca atrás do livro e muito menos mais louca ainda quando chegou a época do lançamento. Sabem por quê? Porque sempre demora demais para chegar aqui na minha cidade. Então eu fui paciente. Paciente até demais, eu chego a dizer, tanto que aconteceu exatamente o que disse na introdução: A minha amiga – a qual apresentei a serie – conseguiu o livro antes de mim. Mas como eu sou boa em controlar meu ciúmes, acho que ela não percebeu a pontada do ódio que tive pela situação.

O livro começa exatamente aonde acaba Cidade das Cinzas, mais ou menos 1 semana depois do fim, o que eu costumo dizer dependendo da serie, me irrita. Pelo menos não é esse o caso.
                                                                
Clary acaba de descobrir a forma como acordar sua mãe, que está em um coma induzido por ela mesma a mais ou menos 1 mês, e para isso, ela precisa ir para Alicante, a cidade dos caçadores de sombras, mas Jace não está muito feliz com isso, já que o recém-descoberto poder da irmã de criar poderosas novas runas pode fazer com que os outros caçadores de sombra a desejem na linha de frente na guerra contra Valentim. E com isso ele arma para que ela fique para trás quando todos outros Lightwoods vão para Idris.

Só que nem tudo sai como esperado e Clary arruma seu jeito de ir para a capital dos Caçadores de Sombra. E com a ajuda do sensual e misterioso Sebastian Verlac ela vai atrás do bruxo Ragnor Fell, procurar a cura para a sua mãe.

Eu achei a Clary bem melhor neste livro. É fácil perceber a evolução da personagem, ela já aceita fazer parte do mundo dos caçadores de sombras. A força de vontade que ela mostra ao ir atrás do antídoto para o coma da mãe foi um grande destaque. Mas para mim, Jace não estava tão bem quanto os outros livros da serie. Achei que o que fazia para “proteger” Clary foi bem irritante, talvez pelo fato que eu odeio quando tentam proteger-me e não fiquei feliz com isso.

Sebastian é a figura nova que merece destaque. O primo dos Lightwood parece ter um papel pequeno, quase um figurante no inicio, mas com o tempo ele mostra que merece seu espaço. Ele consegue ser ainda mais sensual que Jace no seu jeito “charme parisiense” e te cativa muito fortemente, mas você não sabe suas verdadeiras intenções – e quem ele é – até o final do livro.

Cassandra Clare soube muito bem escrever esse livro, exatamente como todos os outros da série, mas não foi dizer que foi perfeito. Ela sobre dividir muito a atenção entre a guerra contra Valentim e também a tensão sexual (acho que podemos chamar assim, certo?) entre Jace e Clary. Mas eu continuo achando que ela poderia ter feito melhor. Eu sou viciada em batalhas, quanto mais sangrentas melhor, e ela prometia uma boa nesse livro, mas falhou nisso. O que ela escreveu da batalha foi bom, foi a mais excitante parte do livro, mas ela mostrou muito pouco. Ela falhou em outras coisinhas também, mas não poderei dizer por ser spoilers demoníaco (tenho de parar de fazer essas piadinhas, serio), mas digo que foi bem patético (quem leu talvez já tenha percebido do que digo).

Eu fiquei bastante triste quando peguei a capa. Ela tinha todo o brilhinho que todos os outros da série tinham – talvez um pouco mais de brilho do que o necessário – e a capa exatamente como a americana, mas ao invés de ser fosca, era envernizada. Eu amo tanto capas foscas e as de Os Instrumentos Mortais tinham ficado perfeitas daquele jeito e chega no terceiro livro, eles mudam isso. Sacanagem não é?

A tradução estava perfeita, não me lembro de nenhum errinho sequer, e nisso a Galera Record tem meu respeito.

Muita gente não sabe, mas Cassandra escreveu esse livro com a intenção de ser o ultimo da serie e como um livro fim de serie esse teve um final satisfatório.  O próximo livro da série – ou talvez o primeiro livro da segunda trilogia, como alguns o chamam, já que essa primeira trilogia se encerra em Cidade de Vidro – é City of Fallen Angels, na tradução literal, Cidade dos Anjos Caídos, lançado em abril deste ano e ela foca em Simon – por isso o chamam de segunda trilogia. Ele ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, esperamos que seja no ano que vem, e bem rápido!

Cidade de Vidro talvez não tenha recebido nota 5 comigo, talvez não tenha sido meu livro preferido na série e talvez teve coisas que me irritaram bastante, mas isso não significa que eu não tenha amado esse livro. É meio difícil não amar algo quando Cassandra Clare o escreve tão bem.

17 de outubro de 2011

[Resenha] Invasora: A Convocação - J. S. Dalmolin

Eu acho que Crepúsculo não despertou só a mania por vampiros. Caso não tenham percebido, a escrita de Stephenie Meyer é do estilo romântico, por isso muita gente não gosta, mas há aqueles que amam. Acho que por mais que a mania por vampiros tenha vindo bem forte depois dos 4 livros dessa serie, muita gente passou a gostar mais desse estilo de escrita, romântico. E então não é tanta surpresa que a gente veja por aí alguns livros pós-crepúsculo com esse mesmo estilo de escrita.

Invasora: A Convocação, por J. S. Dalmolin
Editora Novo Seculo (pelo Selo Novos Talentos da Literatura Brasileira)
343 páginas
Minha Nota: 2

Sammy é uma garota como qualquer outra. Ela ainda está superando a separação dos pais e a mudança de humor de sua mãe por conta disso. Enquanto andava de bicicleta ela é atropelada e quando acorda não está mais no século XXI. Ela está no século XVI agora e não vê idéia de como chegou ali.

Ian, quem a encontrou quando chegou a seu castelo, a toma por sua proteção e logo os dois criam um grande laço e o inicio de uma grande paixão está para acontecer. Mas os dois querem respostas, o que exatamente ela é? Como chegou ali? Como voltar ao seu presente? Atrás de respostas, Sammy foge atrás do castelo Flytower, onde supostamente ela poderá ter suas respostas. Mas ela não vai escapar de Ian tão facilmente, ele vai atrás dela e junto com seus amigos eles iniciam essa jornada, descobrindo cada vez mais sobre o outro.

Sammy é uma personagem legal, mas uma coisa que sempre tem em alguns livros com um toque sobrenatural é a forma como é fácil para a personagem aceitar aquela nova perspectiva. E o mais chocante é que ela não simplesmente descobriu que seres que deviam estar em contos de fadas existem, mas ela voltou ao passado vários séculos. Devia ter demorado mais para se adaptar, mas mesmo assim, eu gosto que ela é uma personagem bem forte e é melhor ser forte do que ser aquela que só reclama.

Ian já é aquele cara que a gente quer ter um exemplar para si. Protetor, bonito, romântico e do século XVI. Precisa demais? Agora se Sammy é uma garota forte, Ian já é mais inseguro. Ele vive com medo de ela descobrir o seu segredo e não aceitá-lo. Aquele mesmo drama de Edward Cullen, por isso aquela grande comparação no inicio da resenha. Mesmo com esses defeitos, foi até fácil gostar deles.

Agora vem a parte difícil. Quem viu a nota percebe que não foi isso tudo. Assumo que o livro tem uma historia ótima. Pessoas que podem voltar no tempo! É uma das coisas que eu mais desejei poder fazer. E tudo ambientado no século XVI também ajuda muito a dar aquele ar de mistério. Mas parece que a autora pecou muito na hora de por a idéia todo no papel. Ela fez tudo rápido demais. Eu indicaria que ela revisasse o livro, adicionar algumas coisas, fazer com que a historia te prenda, não que ela te faça implorar por acabar logo. Eu sei que devemos prestigiar novos autores brasileiros, mas ninguém quer que a gente goste de livros que precisam de melhoras, certo?

A coisa que eu mais gostei nesse livro foi a capa. Simples, em tons de preto e roxo, mas encantadora. Os relógios, o vilarejo do século XVI e os prédios de uma grande cidade do século XXI tem tudo haver com a historia. A editora também não pecou na revisão, não encontrei tantos erros – creio que foi nenhum, na verdade – e a divisão de capítulos estavam ótimos. Então o problema mesmo foi com a escrita da autora. Uma pena, afinal.

Então é como eu disse no skoob, o livro tem uma historia boa, bons personagens e tudo para ser perfeito. Mas não foi. Acho que a autora poderia caprichar mais. Foi um livro bom afinal, mas ela bem que poderia pegar ele, reescrever, dar uma revisão nova e se tornar o novo fenômeno brasileiro. Espero que o segundo dessa serie seja melhor um pouco.

10 de outubro de 2011

[Resenha] Just Listen - Sarah Dessen

Musica. Não há coisa melhor no mundo. Seja qualquer estilo, se for algo que você goste, ela é capaz de mudar o mundo. Te tranqüilizar, te fazer apaixonar, te fazer sorrir, te fazer compreender. Não importa o que for, ela tem poder sobre nós. E ela as vezes é capaz de falar por nós, e é por isso que eu sempre estou ouvindo musica. Porque eu gosto de apenas ouvir.

Just Listen, por Sarah Dessen
Editora Penguin Young Readers Group
400 páginas
Minha Nota: 5

Bem, como falar sobre esse livro? De todas as pessoas com quem conversei enquanto lia eu nunca consegui explicar a historia por mim mesma, sempre tive de ir atrás de uma sinopse por julgar que não conseguiria resumir tudo direito, mas agora eu vou ter o prazer de dizer com minhas próprias palavras o que esse livro nos mostra. Annabel Greene tem 16 anos e é a caçula de 3 irmãs. Quando eram novas ela e as irmãs sempre trabalharam como modelo, mas agora apenas Annabel faz isso, mas ela trabalha pela mãe, que gosta mais daquilo do que ela mesma.

Annabel passou todo o verão se isolando depois de ser pega com o namorado da melhor amiga, mas ela guarda um segredo sobre aquela noite, um segredo que ela não consegue contar nem para si. E agora ela não tem mais amigos, ninguém na escola olha para ela, e as amigas deixam claro que pensam que ela é uma vadia.

 Então ela começa a passar o horário de almoço encostada no muro, onde a alguns metros de si sempre está Owen Armstrong. Um cara grande, de 1 metro e 90 e com muitos músculos sempre acompanhado de seu inseparável Ipod. E ele um cara que parece ser inatingível e distante se mostra realmente diferente quando é o único ao estender a mão para Annabel.

Ele se mostra um cara sincero, que nunca fala mentiras, que usa a musica para tudo, pois “o silencio pode ser ensurdecedor”. E está certo que pode mostrar isso para Annabel também. E é assim que os dois começam essa amizade.

Annabel muito se parece comigo. Não gosta de ver as pessoas com raiva, sempre gentil, e prefere mentir a dizer a verdade se isso pode desencadear a fúria de alguém. E essa preferência a guardar segredos foi o que mais me fez sentir como ela, apesar de eu ser uma bomba relógio que parece que vai explodir a cada segundo. E percebi que eu talvez fizesse a mesma coisa caso passasse por algo como o que ela passou, e chegar a essa conclusão, me assusta um pouco, pois eu sei que não é o melhor a fazer.

Owen realmente é um cara que eu gostei muito. Adoraria ter umas aulas sobre musica com ele, conhecer melhor musica eletrônica – não, não são musicas como Black Eyed Peas ou David Guetta, é algo completamente diferente – e ainda ficaria bastante feliz de poder ouvir musicas de torneira pingando. Ele está sempre controlando seus nervos e acho que isso seria uma boa para mim também, como já disse, eu pareço uma bomba relógio.

Eu gostei muito de como o livro fluiu. A leitura é fácil, terminei em apenas 3 dias, e eu comecei ele achando que ou terminaria só quarta-feira ou então o abandonaria. Realmente compreendi porque as pessoas gostam muito do que Sarah escreve. É um livro leve, e mesmo assuntos tensos são tratados com naturalidade ali. Então eu nem hesitei ao dar 5 para esse livro, e não é porque eu sempre sou boazinha com a nota dos livros, mas porque eu gostei de verdade.

Just Listen já foi lançado no Brasil com o titulo de Just Listen – A Garota Que Esconde Um Segredo. Não gostei desse subtítulo, mas manter o titulo em inglês é sempre uma boa tática. O livro foi lançado pela Farol a alguns meses atrás, então você pode encontrá-lo em qualquer livraria facilmente.

Termino essa resenha com as palavras de Owen, que com certeza é o maior concelho que eu já ouvi:

“Não pense nem julgue, apenas ouça”

17 de setembro de 2011

[Resenha] Need #1 - Instintos Cruéis - Carrie Jones

Fadas são fofinhas e boazinhas amigas da natureza não é? Bem, é o que eu achava, até que Carrie Jones me mostrou o outro lado delas. E vou dizer, não são nada bonitinhas.


Instintos Cruéis, por Carrie Jones
Editora Underworld
337 páginas
Minha Nota: 4

Acreditem, eu venho adiando essa resenha desde segunda-feira por pura preguiça, mas agora vou escrevê-la XD.

Instintos Cruéis é o segundo livro do Book Tour da Editora Underworld que chega para mim (leia a resenha de Sussurros de Uma Garota Apaixonada aqui) e era um dos que eu mais esperava e não me arrependi. Nesse livro temos Zara, uma garota que tem como obsessão fobias. Ela acaba de perder o padrasto, que considerava como um pai, e sua mãe a despacha para o Maine, morar com a sua avó. Zara está muito revoltada quanto a isso e acredita que sua mãe não está suportando-a e por isso a está mandando para longe.

Mas Zara está se adaptando muito bem, o problema é que um homem a está perseguindo, e deixando atrás de si um monte de poeira dourada como glitter. Quem será esse homem? O que ele quer com Zara? Será ele o culpado pelos desaparecimento de garotos que está acontecendo na cidade? São essas as perguntas que assaltam Zara e a nós também.

Eu adorei a mitologia que Carrie Jones trouxe a nós. Disse que são fadas sem medo, pois afinal, não é um spoiler. Mas não são aquelas fadinhas lindas como a sininho, são pixies, seres medonhos que são feridos por ferro e vivem nas florestas de lugares frios. Mas não são só pixies que habitam as paginas de Instintos Cruéis, não vou dizer quais são os outros seres por que poderiam ser spoiler, mas eu digo que acho que Jones poderia ter explorado mais eles.

Outra coisa muito legal nesse livro são as fobias. Todo capitulo tem como titulo uma fobia. E juro que achei 3 fobias que tenho, e eu sempre achei que não tinha fobia de algo – claro que tenho medo, sou humana, mas nunca achei que tinha um medo de verdade de algo especifico. Mesmo achando que a obsessão de Zara por essas fobias são bem estranha, eu realmente adorei descobrir as fobias : ).

Estou super ansiosa para a sequência desta série e espero que a Underworld não demore para lançá-la.  A série Need está claramente entre as melhores seres que já li.


5 de setembro de 2011

[Resenha] A Menina que Roubava Livros - Markus Zasuk

É oficial, todo o livro capaz de me fazer chorar eu estou lendo. Das ultimas leituras finalizadas, todas elas arrancaram lagrimas dos meus olhos, mas tenho que assumir que A Menina Que Roubava Livros foi a campeã que mais molhou meu rosto.

A Menina que Roubava Livros, por Markus Zusak
Editora Intrínseca
480 paginas
Minha Nota: 5

Quem acompanha meu twitter (@PoiisonGiirl_) viu que no inicio da manhã de quinta-feira eu estava bastante emotiva e a culpa era desse livro. Eu havia faltado a escola e usei aquela manhã para poder terminar esse livro. E o quanto que eu chorei com aquele final. Meu Deus, eu seria capaz de encher um novo mar!

A Menina que Roubava Livros é escrita por Markus Zusak, um australiano filho de russos que cresceu ouvindo historias da época da segunda guerra mundial. Desde seu primeiro livro (Eu sou o mensageiro) ele vinha com o desejo de por no papel o que ouvia de seus pais, e foi quando lhe veio a idéia de uma garota que roubava livros. Assim nasceu Liesel e toda a sua historia como ladra de livros.

Liesel Meminger encontrou com a Morte 3 vezes. A primeira vez é quando sua jornada começa, com a morte de seu irmão em um vagão de trem que os estava levando para uma nova família. E ali, no enterro apressado de seu irmão mais novo, ocorre o primeiro roubo de livros. Tirado do ajudante de coveiro em um momento de inspiração, Liesel toma o livro para si.

Mas infelizmente só Liesel chega a casa de Hans e Rosa Hubermann. Hans e Rosa são um casal um tanto estranho, Hans é um pintor desempregado que toca acordeão nos momentos vagos e Rosa é uma mulher baixinha e que gosta de xingar tudo e todos sempre.

Logo Liesel faz amizade com o seu visinho, Rudy Steiner, um garoto em uma família de 5 irmãos. E essa amizade é uma das mais verdadeiras e puras que eu já vi na vida. Queria ter um Rudy Steiner como vizinho sabia?

O livro mostra um lado diferente da Alemanha nazista, mostra como aquilo foi para os seus habitantes. Como era estar ameaçado de ser atingido por uma bomba a qualquer momento e como as pessoas tentava sobreviver a vida se tornando cada vez pior.

Creio que se Markus tentou nos mostrar como era a Alemanha naquela época ele realmente conseguiu. Você conseguia sentir-se lá. Torcendo para que seus amigos não fossem escolhidos para ir para a guerra e que se fossem, voltassem vivos.

O livro é contado pela Morte – que na verdade é um personagem importante no livro – então não sei se ele é em primeira pessoa ou terceira. Creio que em primeira.

Esse livro está agora entre os meus preferidos. Acho impossível não se apaixonar por ele, mesmo que arranque lagrimas de nós. Afinal, nem todas as lagrimas significam que algo é ruim.

. UMA ULTIMA NOTA DE SUA NARRADORA .
Os seres humanos me assombram. 

31 de agosto de 2011

[Filmes] Minha vida agora é um video-game

Videogames. De um tempo para cá vira e meia eu chego na minha mãe e falo: “Mãe, me dá um Playstation 2?”. Acho que muitos de vocês devem estar estranhando, afinal, eu sou uma garota, uma bookaholic, uma romântica assumida, o que eu iria querer com um vídeo-game? Bem, para espanto de todo mundo eu adoro videogames. De verdade, os adoro.

Vivi toda a minha infância na casa da minha vizinha jogando Mario Bros. Só pra constar, eu sou péssima. Nunca passei da fase 3. Tinha pavor daquela fase. Mas adorava jogar.

Estou me sentindo em um vídeo-game hoje. Por que? Bem, a culpa é do filme Scott Pilgrim Contra o Mundo.

Scott Pilgrim Contra o Mundo, direção de Edgar Wright
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Ellen Wong e Anna Kendrick
112 minutos
Minha Nota: 4,5

Socott Pilgrim Contra o Mundo fala de… Scott Pilgrim! Um garoto canadense de Toronto que ainda está de luto por sua antiga namorada ter dado o pé na bunda dele e agora ele está saindo com uma adolescente mais nova que ele. Ele tem uma banda de rock indie, a Sex Bom-Omb com mais dois amigos e divide um quartinho com um amigo gay. Tudo estava ótimo até que Ramona entra em sua vida.

Ramona é uma nova iorquina com o cabelo colorido e entra na mente de Scott quase se transformando em uma obsessão. E Scott fará de tudo para conquistá-la, mas o que ele não sabe é que para tê-la, ele terá que lutar contra a Liga dos Ex-Malvados, ou seja, os 7 ex-namorados da Ramona.

Eu realmente adorei esse filme. O vi ontem a tarde e você se sente transportado a um vídeo-game, com pontos, moedinhas, vidas extras, fases, game-overs e assim por diante. Os atores estão impecáveis, temos Michael Cera (do qual já falei em Rebelde Com Causa) no papel de Scott, e afirmo que ele o fez impecavelmente. Mary Elizabeth arrazou como Ramona, os cabelos dela me deram inveja! Temos também Anna Kendrick, a indicada ao Oscar 2010, como irmã mais nova de Scott. A trilha sonora é algo que eu tenho que realçar, cheio de musicas indies, a trilha sonora ficou incrível.

De todos os personagens, Scott é o mais divertido, sempre com seu inicio de conversa sobre porque o Pac-Man se chama assim, mas foi Ramona de quem virei fã. Você quer compreendê-la, quer saber porque ela muda a cor do cabelo a cada 1 semana e meia (ela começa com rosa, vai pro azul e acaba o filme com verde) e o motivo dela ter fugido de Nova York para Toronto.

O filme é mesmo muito bom e para quem não sabe, ele foi baseado nos quadrinhos de Bryan Lee O'Malley, que conta com a mesma historia do filme.

Pra quem está atrás de um bom filme para relaxar e se distrair, Scott Pilgrim é um ótimo pedido. E depois me digam, vocês não se sentiram em um vídeo-game depois disso?

17 de agosto de 2011

[Resenha] Jogos Vorazes #3 - Mockingjay - Suzanne Collins


Se isso fosse uma carta, você veria o papel manchado de lagrimas. Se isso fosse um telefone, você ouviria minha voz de choro. Se isso fosse um vídeo ou uma foto você veria o meu rosto manchado por lagrimas. Mas isso aqui não é nada disso, isso aqui é um blog onde não posto fotos minhas, mas o que acho dos livros que leio. E esse post em especial, é o que eu senti ao terminar de ler Mockingjay. Então sinto no poder de dizer que Mockingjay me fez sofrer, e muito.

Mockingjay, por Suzanne Collins
Editora Scholastic Press
400 páginas
Minha Nota: 4

Sinto que essa resenha vai ser mais emocional do que pratica. Quando eu estava terminando de ler Catching Fire eu fui procurar resenhas de Mockingjay, pois alguns livros eu preciso de uma base para saber o que eu vou achar. Em uma resenha desse livro que eu li, a pessoa que escreveu disse a seguinte frase: “Se você quer que tudo der certo no final, não leia Mockingjay. Suzanne Collins não está escrevendo para enganar garotinhas românticas.” Mas eu não segui o conselho dessa pessoa, eu segui.

Não me arrependo de ter parado, e mesmo se eu tivesse parado algum dia eu iria ter que terminar essa serie, pois naquele momento eu já estava viciada nesta serie. Mas agora sei que a DPL vai se prolongar por muitos e muitos dias.

Vou tentar diminuir essa coisa depressiva que está me fazendo escrever essas linhas e vou dizer o que acontece em Mockingjay. E é claro, se você não leu Jogos Vorazes e nem Catching Fire, você está perdido e em um mar de spoilers.

No final de Catching Fire, Katniss milagrosamente sobreviveu ao seu segundo Jogos Vorazes. Mas mesmo assim, o pandemônio se instala em Panem. O distrito 12 foi incendiado por completo e poucas pessoas sobreviveram. Katniss foi mandada para o Distrito 13, mas Peeta foi capturado pela Capitol. Grande parte da primeira parte deste livro é Katniss andando como um zumbi pelo Distrito 13 e as preparações para a guerra.

Katniss é agora a face da rebeldia, o Mockingjay como é chamada. Mas só tem duas coisas que ela quer de verdade, vingança pelo Distrito 12 e a morte do Presidente Snow. E Snow tem que morrer pelas suas mãos.

Mockingjay não é só um livro de guerra, ele também tem seus momentos felizes, em que você sente aquela vontade enorme de sorrir e dançar. É tão incrível como Suzanne conseguiu encaixar essas cenas sem problema algum no livro.

Agora eu realmente compreendo porque Jogos Vorazes é tão aclamado aqui e lá fora. Suzanne Collins fez um livro que vai virar um clássico, e adolescentes daqui a 100 anos vão estar lendo esse livro e ainda se encantando com as mesmas coisas pelas quais eu me encantei.

Não dou 5 por motivos pessoais que não direi aqui por ser hipocrisia e um spoiler do maior tamanho. Mas muita gente vai dizer que o livro merece a maior nota e não nego. Mas deixo claro que tenho meus motivos pela nota.

A narrativa ainda está em 3ª pessoa e muitas vezes me vi querendo que outro personagem narrasse e não a Katniss, ela está mais que insuportável neste livro. Se no primeiro ela parecia aquela protagonista que todos queremos, no terceiro você vê que ela decaiu, e muito.

Creio que Mockingjay ganha o titulo de livro com o qual eu mais chorei na vida. Acho que vou ficar desidratada depois disso.

Mas mesmo apesar de tudo, Jogos Vorazes é uma serie que indico pra quem quiser. É ótima, já ouvi gente dizendo que ela é a melhor serie de livros depois de Harry Potter, e ser comparado por Harry Potter é muita coisa.

Eu com certeza vou sentir falta de todos os personagens dessa serie, de Katniss – mesmo ela sendo uma chata –, de Peeta, de Gale, de Prim, de Buttercup, de Finnick, de Annie, de Joahnna, de Haymitch e até de Snow. Não sinto necessidade de outra serie, Jogos Vorazes acabou perfeitamente bem e dou meus parabéns a Suzanne por isso.

Sei que essa resenha ficou bem mais estranha que o normal e bem grandinha também, mas espero que entendam, é isso o que acontece quando falamos de um livro que mexeu demais com a gente.

OBS.: Mockingjay vai ser lançado entre o final desse mês e o inicio do mês que vem aqui no Brasil com o titulo de A ESPERANÇA. Ainda está sem capa.

6 de agosto de 2011

[Resenha] The Duff - Kody Keplinger

É a 3ª vez que começo essa resenha. Escrevam o que eu digo: tentar escrever sobre um dos livros mais legais que você já leu, é muito difícil. Vamos ver no que isso vai dar.

The Duff, por Kody Keplinger
Editora Little Brown
288 páginas
Minha Nota: 5

Hoje em dia é raro que os livros mostrem exatamente como os jovens pensam. Não estão entendendo o que eu estou querendo dizer? Sexo, drogas e essas coisas. Tudo bem que as vezes os livros falam desses temas, mas nunca o abordam exatamente como vemos no dia-a-dia. E esse é um dos pontos mais fortes de The Duff.

The Duff fala de Bianca, uma garota de 17 anos que está com problemas com a separação dos pais e o pai que voltou a beber. E como se isso bastasse o garoto mais irritante, bonito e galinha da escola, Wesley Rush, a chamou de Duff. O que é Duff? É uma sigla para desigated, ugly, fat, friend (Designada, Feia, Gorda, Amiga).  Por raiva, ela joga sua Coca de Cereja nele. O que ela não tinha idéia era de que sua vida viraria de pernas pro ar depois do banho de Coca. Ela por impulso beija Wesley e descobre que ele tem a capacidade de desligar a mente dela dos problemas. E como uma droga, ela começa a se encontrar com Wesley cada vez mais. Mas sem perceber, um sentimento começa a crescer nela.

The Duff joga tudo na cara, alcoolismo e sexo são temas que Kody abordou com naturalidade, o que deixou o livro mais perto da realidade. Eu adorei Bianca, sempre irônica, é daquelas garotas que preferem ficar em casa dormindo do que na balada. As amigas de Bianca, Jessica e Casey são as minhas personagens preferidas, Jessica as vezes parece ser bobinha, mas é daquelas garotas que observam tudo o que acontece ao seu redor e Casey é sem duvida, a amiga que todos queríamos.

Wesley é irritante na maioria das vezes, um bad boy, mas consegue nos ganhar aos poucos. Toby – o garoto que Bianca tem uma queda – é um nerd bem romântico. Eu com minha queda por nerds fofos fiquei apaixonada por ele de cara. Sim, The Duff tem um triangulo amoroso, mas não é aqueles triângulos chatos, é um que não fica enrolando.

O livro é todo em primeira pessoa no ponto de vista de Bianca e eu adorei a narração dela. Acho que adoraria tê-la como amiga. Gostei demais desse livro, está na minha lista de preferidos já. E bem que eles poderiam lançar ele no Brasil, eu não hesitaria em comprar.

Não acho que essa resenha demonstre o quanto eu gostei do livro, mas é só ver a nota que você já sabe que realmente está lidando com um livro muito bom.


11 de julho de 2011

[Filmes] O doce sabor da inocência

Ah, a inocência... Me digam, vocês nunca tiveram vontade de voltar ao passado e ser inocentes novamente? De poder brincar na rua até tarde, ralar os joelhos, sujar toda a roupa de terra? Eu já quis isso! A adolescência pode ser a melhor fase da vida, mas a infância é mais fácil de lidar.

Sem paixões, sem pressões, sem compromissos, tudo era festa para a gente.

Quando eu era pequena eu era muito exibida. Fazia de tudo para manter uma fama de santinha para os meus tios e amigos da minha mãe me bajularem e me darem presentes, olha que interesseira eu era! Só que o tempo não parou e aqui estou eu, morrendo de sono e escrevendo para vocês em um pijama e os pés descalços.

Sábado, mais exatamente madrugada de sábado para domingo, eu estava lembrando dessa fase da minha vida vendo o filme Deixe-me Entrar. Ah como queria aquela fase da minha vida novamente.

Deixe-me Entrar, direção de Matt Reeves
Elenco: Chloe Moretz, Kodi Smit-McPhee, Richard Jenkins e Elias Koteas
115 minutos
Minha Nota: 3

Deixe-me entrar conta a historia de Owen, um garoto de 12 anos que sofre bullying na escola e que está vivenciando a separação dos pais. É quando um homem e uma garota da idade dele se mudam para o apartamento ao lado. E de repente assassinatos que parecem envolver um culto satânico começa a acontecer.

A garota, Abby, parece nunca sentir frio – era inverno e ela está sempre descalça e com pouca roupa – e quando Owen tenta fazer amizade, ela o afasta dizendo que não podem ser amigos (só a mim que isso me lembrou Crepúsculo?), mas depois os dois começam uma pequena amizade.

O filme é do gênero Suspense, mas me pouco me fez tremer pela próxima informação, o máximo que fez foi me fazer sentir um calafrio de repulsa em algumas da cenas, mas isso por causa tenho um fraco com cortes e sangue jorrando. Eles poderiam ter feito um melhor trabalho com os efeitos especiais, ficou parecendo mais “defeitos especiais”.

Este é mais um filme que fala de vampiros, uns vampiros muito estranho por dizer. Fiquei interessada por ter visto o trailer e por conter entre seu elenco Chloe Moretz, que me encantou em Kick-Ass. Percebi outras semelhanças com Crepúsculo, como a fatídica fala do “Há quanto tempo você tem essa idade?”. Esse é, sem duvidas algumas, um filme que foi originado depois que os vampiros de Stephenie Meyer estouraram.

O numero de defeitos e coisas que eles poderiam ter melhorado são bem grandes, mas a atuação mirim de Chloe Moretz e Kodi Smit-McPhee são encantadoras. Os dois são muito bons atores, as cenas dos dois eram sempre incríveis sempre que apareciam e o envolvimento dos dois que me fez gostar tanto do filme.

Nunca vou entender Hollywood. Sempre que algum país estrangeiro faz um filme bom, eles insistem em fazer uma adaptação só deles. Não vi o original desse filme, Deixe Ela Entrar, mas dizem que é bem melhor que esse filme.

Esse é um filme que eu indico para quem quiser, é bom, tem uma boa historia, boa atuação, mas não é o melhor do ano.

9 de julho de 2011

[Resenha] Os Lobos de Mercy Falls #2 - Espera - Maggie Stiefvater

Acho que escrever sobre um livro que você gostou é difícil, mas falar de um livro que mexeu com você é mais difícil ainda. Então mais uma vez, essa pode ser uma resenha que não faça muito sentido.

Espera, por Maggie Stiefvater
Editora Agir
360 paginas
Minha Nota: 5

                “Esta é a historia de um garoto que costumava ser lobo e de uma garota que estava começando a se transformar em um.” Grace.

Está é a frase que mais descreve esse livro.

Depois do final de Calafrio se espera que Grace e Sam tenham paz, mas infelizmente, a vida em Mercy Falls não é tão fácil assim.  Sam ainda está acostumando a ser sempre Sam de novo, e Grace anda tendo algumas dores de cabeça suspeitas. Isso tudo só deixa Sam cada vez mais preocupado, e para piorar a situação, ainda tem Cole, um dos novos lobos de Beck, que parece fazer de tudo para irritar Sam.

Durante grande parte da leitura do livro fiquei me perguntando qual era a temática deste livro da serie, Sam se acostumando? Uma apresentação a Cole? Espera não é como Calafrio que desde o inicio sabemos que é uma luta para fazer Sam permanecer humano. Demora bastante para cair a ficha sobre o que estamos lidando.

Desta vez a narrativa não é feita apenas por Sam e Grace, Isabel e Cole entram na lista de quem dá o seu ponto de vista a historia. Agora descobrimos mais sobre Isabel e como ela ainda está lidando com a morte de Jack. Também foi incrível saber as coisas que Cole escondia, como ele era por dentro. Ele é para mim, o melhor personagem do livro.

Espera parece começar um pouco mais feliz, mas se mostra tão triste quanto o primeiro. A narrativa de Maggie Stiefvater continua tão poética e tocante que em varias partes me vi com os olhos cheios de lagrimas.

A capa é uma coisa que tenho que citar a parte. Se pegarmos a capa de Espera avulsamente achamos na hora que ela é linda e encantadora, e ainda vem com uma jacket com um lobo de olhos amarelos. Mas na hora de colocar do lado de Calafrio na estante é que você vê a burrada da editora. Além das duas capas não terem nada haver entre si, uma é maior que a outra e a diagramação é completamente diferente. A diagramação de Calafrio é linda, delicada, mas a de Espera parece ser mais rústica. Se na capa não estivesse escrito O segundo livro da serie “Os Lobos de Mercy Falls” você nunca desconfiaria que é uma sequência. A Agir merece um parabéns por essa burrada.

Mas apesar de tudo, Espera é uma sequência digna, capaz de te deixar grudado com os olhos no livro até o final. Não sei quando é a previsão de lançamento para Forever aqui, mas estou ansiosa pelo desfecho desta historia.



26 de junho de 2011

[Resenha] Percy Jackson & Os Olimpianos #2 e #3 - O Mar de Monstros e A Maldição do Titã

Mais uma vez venho até vocês para falar de livros da serie que mais amo, Percy Jackson. E dessa vez não vou falar de um, mas sim 2. A resenha de hoje será de O Mar de Monstros e A Maldição do Titã.

E antes de escrever sobre esses livros vou explicar porque vou fazer 1 resenha com os dois do que 2 resenhas falando de apenas 1: Bem, eu sou preguiçosa e essa semana terminei de ler O Herói Perdido, e como ainda faltam 4 livros de PJ para resenhar, resolvi dividir os 4 em apenas 2 resenhas e assim poder resenhar OHP mais rápido.

O Mar de Monstros, por Rick Riordan
Editora Intrínseca
287 paginas
Minha Nota: 4,5

Ok, vamos lá. Em O Mar de Monstros Percy conseguiu passar um ano inteiro sem ser expulso de uma escola. O que parece uma coisa muito boa, não é? Mas as coisas não ficam boa para sempre quando se é um semideus. Percy teve um sonho estranho em que Grover estava desaparecido, Annabeth chega dizendo que o acampamento está em perigo e Quíron foi substituído por um fantasma nada amigável chamado Tântalos. E como para completar toda a festa de felicidade (sentiram a ironia?) Percy descobre que o seu amigo Tyson é na verdade um ciclope e seu irmão.

Como se não bastasse isso tudo é minha gente, a coisa vai piorar Clarisse, sua arqui-inimiga no acampamento é quem saí em uma missão para procurar a cura para o acampamento. Tudo isso contribui para que Percy comece a se perguntar se ser filho de Poseidon é mesmo uma benção.

Esse não é o meu livro preferido da serie, mas como todo livro do Riordan tem seus ótimos pontos. O Tyson vai entrar para a lista de melhor personagem de muita gente, até eu quero um irmão desses! E bem, Clarisse vai mostrar que nem sempre é um peso. E claro, vamos sempre conhecendo mais sobre a coisa incrível que é a mitologia Grega.

Aviso, se você não quer ler a resenha de A Maldição do Titã, pare por aqui, mas se quiser, clique em Mais Informações.

13 de junho de 2011

[Resenha] Coraline - Neil Gaiman

Eu nunca fui de me assustar fácil e pouca coisa me surpreende de verdade. Mas as vezes eu preciso ser surpreendida. E foi para isso que Neil Gaiman escreveu Coraline, para surpreender quem quiser ser surpreendido. E eu fui surpreendida.

Coraline, por Neil Gaiman
Editora Rocco
160 paginas
Minha Nota: 5

Na minha escola, todo mundo é obrigado a pegar um livro na biblioteca a cada duas semanas. Posso ser uma bookaholic, mas nunca pego um livro lá que vou realmente ler. Claro que acontecem alguns casos raros de eu estar tão péssima que acabo lendo o livro, mas normalmente pego o titulo que mais me agrada, coloco na mochila e só tiro de lá quando vou devolver. Mas raramente – muito raramente para deixar bem claro – acontece de eu achar algum livro interessante o suficiente para que eu o leia. E mais raramente ainda acontece de eu achar um livro que eu realmente queira ler. E encaixado nesse “mais raramente ainda” é que eu achei Coraline por lá. E é claro, eu tive que ler.

Coraline conta a historia de... Coraline! Uma garota esperta que se auto denomina exploradora, pois explorar é o que ela mais gosta de fazer. Ela e os pais se mudam para uma antiga casa que é separada em 4 apartamentos: o dela, o das Senhoritas Spink e Forcible e o do senhor estranho do andar de cima. Na casa dela tem 22 duas janelas e 14 portas – ela fez questão de contar, junto com as coisas azuis (153) –, 13 portas abrem e fecham, a 14ª dá para uma parede de tijolos, dependendo do momento em que você a abre.

Do outro lado da parede de tijolos há um mundo igual ao de Coraline, mas é diferente também. E ela tem o maior desejo de ficar lá, mas a dona do lugar não parece ser alguém com que Coraline gostaria de conviver.

Eu comecei a ler Coraline hoje mais cedo e logo a pouco o terminei. É realmente um livro surpreendente, fácil, leve e inteligente. Neil Gaiman é direto. Ou seja, o livro é em terceira pessoa e os parágrafos não tem aquele blá blá blá dos pensamentos das protagonistas inseguras. Nada que nos canse. E os diálogos... OMG. Os diálogos me deixaram extasiada! São totalmente inteligentes e uma delicia de se ler! Agora sim entendo porque Neil Gaiman é tão amado.

Tenho que falar também das ilustrações de Dave McKean. Elas estão pelo livro espalhadas por lugares estratégicos e são totalmente incríveis. Fiquei boba. São realmente muito bons, dá o toque perfeito ao livro. Dave soube exatamente passar em imagens o que Neil queria dizer.

Então, se você quiser um livro leve com uma historia realmente envolvente e simples, lhe indico Coraline.

6 de junho de 2011

[Resenha] Matched #1 - Matched - Ally Condie

Podem dizer o que quiser que Fadas são a nova mania literária, mas eu estou duvidando seriamente disso. Por que?? Porque são as distopias que estão tomando conta. Para quem não sabe, distopias são livros que falam sobre um futuro em que um governo – geralmente do mal – controla tudo. Agora não me diga que muitos livros desses não estão aparecendo por aqui.

Matched, por Ally Condie
Editora Dutton Juvenille
384 paginas
Minha Nota: 4,5

Matched conta a historia de Cassia. Ela vive em um futuro onde a sociedade rege. A sociedade sempre sabe o que é bom para as pessoas. Ela decide onde você mora, o que você come, onde você trabalha, como você se diverte, com quem você se casa, quando você mora. E Cassia não consegue esperar para o “Match Banquet” onde ela vai saber com quem ela vai se casar. E tudo parece bom demais quando anunciam que é o seu melhor amigo, Xander, que está destinado a ser o seu marido.

Mas quando Cassia vai introduzir o card com as informações de Xander – coisa que ela não precisa, pois conhece ele mais do que ninguém – não é a foto de Xander que aparece, é a de Ky, o seu visinho misterioso. Então Cassia começa a se perguntar se tudo o que a sociedade faz é mesmo o certo? E cada vez mais que ela se questiona, mais ela se aproxima de Ky. E isso pode ser bom ou não, mas eu não me importaria de ficar cada vez mais perto de Ky.

Antes de tudo queria pedir desculpas pela demora da resenha, mas sempre que eu abria o Word, nada de bom saia, então eu prefiro não forçar. E também queria agradecer ao Murphy’s Library por ter montado esse Book Tour.

Quando eu recebi o Matched aqui em casa eu fiquei com os olhinhos brilhando, o livro é lindo! Sabe, aqueles livros em que você só quer saber de encarar, e tem até medo de tocar? É assim que se mostrou Matched. Mas eu tinha que tocá-lo, não é? Eu tinha que lê-lo. E bem, não me arrependi.

É realmente um livro bom – mesmo não tendo merecido um 5 – e você percebe isso logo de cara. A autora explorou bem os motivos de tudo que a sociedade faz, mesmo eu não estando de acordo com muita coisa. A narrativa é feita em primeira pessoa pela Cassia, então temos uma visão bem límpida dos descobrimentos dela.

A capa é uma coisa que eu tenho que citar a parte. O que é essa capa meu Deus? É perfeita, e é em verniz no desenho. Eu fiquei encantada por ela. A capa da sequência, Crossed, também é linda, eles mantiveram o mesmo padrão da primeira e acho que tem muito haver com o que esperamos para o próximo livro.

Matched já foi lançado aqui no Brasil pela Suma das Letras pelo nome de Destino, então se você quiser dar uma olhada, é só ir para a livraria mais próxima e ler vocês mesmos. 


2 de junho de 2011

[Resenha] Os Legados de Lorien #1 - Eu Sou o Número Quatro - Pittacus Lore

Acho que para metade das pessoas Ficção Cientifica resume-se basicamente em ET’s. Não é bem assim, vários dos melhores livros que já li são Sci-Fi e não tem ET’s. Mas bem, esse não é o caso de Eu Sou o Número Quatro, pois eles tem ET’s sim!

Eu Sou o Número Quatro, por Pittacus Lore
Editora Intrínseca
352 paginas
Minha Nota: 3,5

Imagine se nós não fossemos os únicos no espaço? Imagine se existissem sim sociedades bem mais desenvolvidas que a nossas e que nos olham de perto? Imagine se uma dessas sociedades depois de destruírem os próprios planetas fossem atrás de um outro planeta e o destruísse atrás de seus recursos naturais? Imagine se os únicos sobreviventes fossem 18 pessoas, 9 crianças e 9 adultos, que fugiram e vieram para o planeta mais próximo, a Terra? Pittacus Lore imaginou tudo isso e colocou no papel. Assim nasceu Eu Sou o Numero Quatro.

Lorien era um planeta duas vezes menor que a Terra, mas era bem parecida com o nosso planeta. A milhares de anos ele passou pelo mesmo que nós estamos passando, super população, poluição, desmatamento, extinção de espécies nativas. Mas os lorienos se reeducaram e se tornaram mais uma vez um planeta prospero e feliz. E como que para agradecer isso, alguns lorienos desenvolveram poderes para a defesa do planeta, era o nascimento dos Gardes.

Mas um planeta, o Mogadore, sofreu os mesmos problemas de Lorien e não soube se recuperar, então atacaram Lorien para roubar todas as suas riquezas naturais. Não sobraram nenhum sobrevivente, apenas 18 pessoas, 9 Gardes crianças e seus 9 Cêpans, tutores para ajudar os Gardes. Os Mogadorianos estão atrás deles, mas só podem matar na ordem por numero. Os números 1,2 e 3 já foram mortos, agora estão atrás do numero 4.

O numero 4 é John Smith, que não para em lugar nenhum, sempre fugindo com Henri, o seu Cêpan. Ele está cansado dessa de fugir sempre, nunca parar em lugar nenhum, nunca criar raízes, nunca ter uma vida normal. Mas agora que ele está em Paradise, Ohio, ele está disposto a tentar a ter uma vida normal. Mas como ser normal quando se é um alien em que todo um planeta de aliens super vilões estão atrás de você?

Bem, eu gostei de Eu Sou o Número Quatro. Fazia tempo em que eu não lia um livro em que o romance não faz sentido e simplesmente acontece depois de um sorriso? É engraçado. E fofo. As vezes eu fico tão cansada desses romances super complicados que demoram milhares de anos para se desenvolver, que o que eu quero é me desligar da vida real e ler um livro em que o autor não liga muito em desenvolver esse quesito e torna as coisas bem mais fáceis.

A narrativa é feita em primeira pessoa pelo John – prefiro chamá-lo de Quatro, então é assim que vou me referir a ele a partir de agora – então só temos a sua perspectiva, mas Pittacus Lore não nos deixou perdidos, e explicou muito bem como tudo aconteceu em Lorien, mesmo Quatro sendo tão pequeno quando tudo aconteceu.

Mas quem rouba a cena mesmo é Henri, o Cêpan. Ele simplesmente me encantou mais do que qualquer personagem no livro – desculpa Sam, desculpa Quatro. É ele aquele cara que você vai atrás para pegar conselhos quando tudo parece estar ferrado. E bem, eu só não dei uma nota melhor ao livro porque o Pittacus faz uma maldade sem tamanho que não vou dizer aqui que é um spoiler enorme.

Outro personagem que eu amei é Sam, um nerd viciado em conspiração de ET’s que fica amigo de Quatro desde o inicio. Ele é muito fofo!

Recentemente o filme foi adaptado ao cinema com  Alex Pettyfer como Quatro, Dianna Agron como Sarah, Teressa Palmer como Seis e Jake Abel como Mark. Ainda não vi o filme, mas li algumas criticas. Alguns dizem que é bom, outros que não, então é melhor eu ver o filme e dizer eu mesma o que achei dele. Mas se quer ler um livro naquele fim de semana de tédio, aconselho Eu Sou o Número Quatro.

30 de maio de 2011

[Resenha] Cabeça de Vento #2 - Being Nikki - Meg Cabot

Estou começando a achar que é um complô contra mim. Primeiro foi Cassandra Clare com o final de Cidade das Cinzas e agora é Meg Cabot com Being Nikki (Sendo Nikki no Brasil). Acho que essa semana é a semana oficial de matar Júlia B. da Mata do coração. Será que ainda tenho mais surpresas essa semana?

Being Nikki, por Meg Cabot
Editora Scholastic
352 páginas
Minha Nota: 4

Sinopse: AS COISAS NÃO ESTÃO BEM PARA EMERSON WATTS. Em tinha certeza absoluta de que não havia nada pior do que ser uma nerd presa no corpo de uma supermodelo adolescente. Mas acontece que ela estava errada. De repente, Emerson descobre que Nikki tem uma mãe que está misteriosamente desaparecida, um irmão que surgiu na sua porta cobrando respostas, um ex-melhor amigo que pretende destruir a Stark Entreprises, e um admirador britânico não tão secreto que está no topo das paradas de sucesso com uma música escrita para ela. Como Em pode equilibrar todos esses problemas e ainda lidar com a escola e os desfiles e sessões de foto? Especialmente com antigos namorados de Nikki aparecendo o tempo todo, querendo mais do que só uma lembrancinha, uma irmã que vai fazer qualquer coisa para entrar no campeonato de líderes de torcida, e com a empresa que paga seu salário aparentemente indo para o lado negro... Sem contar que ela ainda precisa convencer o amor de sua vida de que modelos não são umas cabeças de vento... e uma delas, em especial. MAS NINGUÉM DISSE QUE ELA SE DARIA BEM SENDO NIKKI.

Eu assumo que vai ser uma tortura escrever sobre esse livro, pois o livro foi uma tortura. Being Nikki é a sequência de Airhead (Cabeça de Vento aqui) e acompanhamos a adaptação de Em ao seu novo corpo e vida de super modelo. Ela está frustada porque mesmo com todas as dicas Christopher, o seu grande amor e ex-melhor amigo, não percebe que ali, no corpo de Nikki, ainda vive Emerson Watts, e para piorar aparece na porta da sua casa um cara que diz ser o irmão de Nikki – ou melhor, o seu irmão – e com a bombástica noticia de que a sua mãe está desaparecida. E isso só serve para estressar a coitada.

Até metade do livro ele é bem lento, pensei seriamente em desistir, mas fui em frente e não me arrependi (apenas dei 4 a ele pela parte chata que é realmente muito grande). Meg Cabot sempre se mostra uma verdadeira rainha da literatura, seja num simples romance sobrenatural, num chick-lit ou em uma ficção cientifica. Na serie Cabeça de Vento vemos uma grande e sutil critica ao mundo da moda e suas regras. Será mesmo que a beleza é que é importante? Será mesmo que as garotas tem que sofrer altas doenças como bulimia e anorexia para ter o corpo perfeito?

Apesar de a primeira parte do livro ser chata, o final surpreende e te faz querer implorar de joelhos no milho por Runaway. E espero que o final da serie esteja na mesma altura de Being Nikki e Cabeça de Vento.


27 de maio de 2011

[Filmes] O que você faria pela liberdade?

Caso vocês não saibam, um dos meus maiores desejos é ser livre. Não que eu esteja livre, mas eu gostaria de fazer tudo o que quiser sem dar satisfações a ninguém, sair por aí com vontade de mudar a vida, ou seja, eu gostaria muito de ser maior de idade. Já pensei em fugir de casa, mas para isso eu precisaria de bastante dinheiro e um jeito de viver sem os pais, algo que ainda não tenho.
Tenho certeza que eu não sou a única que um dia já desejou isso. Mas infelizmente, eu ainda vou ter que esperar mais uns 5 anos e meio para que esse desejo seja atendido. E é isso que levou a Bruna Surfistinha a sair de casa e ter a vida que teve.

Bruna Surfistinha, direção de Marcus Baldine
Elenco: Deborah Secco, Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes e Cristina Lago
131 minutos
Minha Nota: 3,5

É bem raro eu ver algum filme, mas num dia de descontração com os amigos a gente pegou o computador deles e começamos a ver. Em Bruna Surfistinha, Deborah Secco é Raquel Pacheco – que um dia será Bruna, e só depois a Surfistinha – uma garota que foi adotada e que sofre por não ser a garotinha que os pais queriam que ela fosse. E depois de sofrer bullying na escola – de um jeito que até eu não suportaria – ela foge de casa para se tornar o que todo mundo sabe que ela se tornou: uma Prostituta.

Acho que antes de tudo, esse filme foi feito para que as pessoas pudessem parar de olhar as prostituas com nojo, pois elas têm historias e um motivo para ter chegado aonde chegou.

Raquel – agora Bruna – começa a vida em uma casa de prostituição, e lá é que ela conhece a minha personagem preferida do filme, a Gabi, que tem como sonho se tornar estilista. Mas depois que começa a se drogar e Larissa – a cafetina do lugar, se pudermos chamá-la assim – descobre ela é mandada para rua. E tem que recomeçar.

O filme é bom. Claro que não é aquele filme que você vai ver com a família, mas se você já não é aquela criança que se espanta com certas coisas é um bom filme. Bons atores, boa historia, boa trilha sonora. Mas mesmo assim ainda não mereceu uma nota melhor que 3,5.

26 de maio de 2011

[Resenha] Os Instrumentos Mortais #2 - Cidade das Cinzas - Cassandra Clare

Aquele momento desesperador quando uma das melhores autoras da sua vida te dá um ataque do coração sem dó nem pena... Bem, é isso que Cassandra Clare tenta fazer em você todo o Cidade das Cinzas, e eu agradeço por ter sobrevivido.

Cidade das Cinzas, por Cassandra Clare
Editora Galera Record
406 paginas
Minha Nota: 4,5

Sinopse: No mundo dos Caçadores de Sombras, ninguém está seguro. E agora que Clary descobriu fazer parte do perigoso Submundo, sua vida nunca mais será a mesma. Jace, seu recém-descoberto irmão, está cada vez mais impossível, e não parece medir esforços para enfurecer a todos. E sua atitude de bad boy não ajuda em nada quando, após o roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, a Inquisidora aparece no Instituto para interrogá-lo... Agora Jace é suspeito de ajudar o pai, o perverso Valentim, num plano que vai colocar em risco não só Idris ou o Submundo, mas toda a cidade de Nova York. E Clary não pode deixar de se perguntar: será que as ironias de Jace são só uma forma de chamar atenção, ou também pode haver uma traição por trás de tanto mistério?

Quando comecei a ler Cidade das Cinzas, e antes ainda, eu havia dito a mim mesma que leria mais rápido do que li Cidade dos Ossos. Demorei mais de 1 semana para ler Cidade dos Ossos, e quando demoro demais para ler um livro fico desesperada, bem, são loucuras dessa leitora que não podem ser explicadas. Mas dessa vez, eu poderia ter terminado esse livro domingo, mas apenas terminei hoje por que queria enrolar mais um pouco. Mais uma vez, vai me entender...

Em Cidade das Cinzas, as coisas estão um pouco diferentes. Clary está incondicionalmente envolvida com o mundo dos Caçadores de Sombras, e não tem mais volta. A vida antiga dela se foi para sempre. Sua mãe continua em coma, Simon começa a ter algumas reações estranhas, e Jace está mais atrevido que nunca. Em Cidade das Cinzas vemos um ar de pré-guerra, como se a gente tem que estar preparados, pois pode ser a ultima vez que essa “paz” pode acontecer.

Mas quem rouba a cena mesmo é Valentim. Muitas vezes me vi comparando-o com Voldemort. Acho meio impossível não fazer essa comparação, por causa do Ciclo e por ele está sempre tentando trazer o Jace para o lado dele. Mas eu cheguei a conclusão que não são tão parecidos assim. Valentim dá a escolha as pessoas, Voldemort a obriga. Mas isso não significa que eu goste de Valentim. Ele é um ótimo vilão, mas eu não gosto dele.

Cidade das Cinzas se tornou para mim o melhor da serie. Sem aquela coisa de os personagens ter de explicar tudo para você se acostumar com o cenário, e a Clary está bem mais corajosa agora. E eu quase não me agüento para esperar Cidade de Vidro, aquele final, meu Deus, quase me matou do coração. Espero que Cassandra Clare não queira me dar outro ataque cardíaco em Cidade de Vidro, pois acho que dá próxima vez eu não resisto.


23 de maio de 2011

[Resenha] Lonely Hearts Club - Elizabeth Eulberg

Se você não dá valor as suas amigas você é uma pessoa que não tem idéia do que está fazendo, pois essas pessoinhas que estão com a gente todo dia, podem ser mais importante para nós do que você pensa. E acho que Penny Lane sabe exatamente disso.

Lonely Hearts Club¸ por Elizabeth Eulberg
Editora Intrínseca
238 paginas
Minha Nota: 5

Sinopse: Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?

Eu acho que nunca tinha achado um livro que mostrasse tanto da minha personalidade assim. Sou uma louca apaixonada por um bom e velho roquinho, os garotos para mim sempre foram a encarnação do mal e as minhas amigas são a coisa mais importante da minha vida. Serio, em todos os meus 14 anos, nunca senti falta de um namorado.

Lonely Hearts Club é aquele livro que se destaca quando você o vê na livraria. Fininho, uma capa perfeita e inesquecível, e um nome muito fofo. A diagramação é perfeita, na segunda pagina a Intrínseca colocou a foto da capa ampliada e em preto e branco que me tirou o fôlego. Estão de parabéns! Não vi erro algum, e está tudo muito lindo.

Em Lonely Hearts Club lidamos com Penny Lane que tem pais apaixonados por Beatles – se apaixonados não for um adjetivo fraco – e que tem o seu coração partido da pior maneira possível. E você, assim como Penny, tem vontade de aniquilar todos os homens da face da terra. E é por isso que você é consumido pelo desejo de entrar para o Lonely Hearts Club junto a ela.

Mas o Lonely Hearts Club não é para odiar os garotos, você não precisa cortar todas as relações que tem com os garotos, você só não pode mudar por eles, esquecer as amigas, pois é disso que se trata o livro, AMIZADE. Adorei mesmo o livro, a historia, as musicas do Beatles, tudo. É uma leitura bem fácil, com frases curtas e em primeira pessoa, Penny Lane muitas vezes me lembrou eu mesma.

Super indico esse livro se você sabe o poder que as amigas – e os Beatles – tem na gente.

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