É oficial, todo o livro capaz de me fazer chorar eu estou lendo. Das ultimas leituras finalizadas, todas elas arrancaram lagrimas dos meus olhos, mas tenho que assumir que A Menina Que Roubava Livros foi a campeã que mais molhou meu rosto.
A Menina que Roubava Livros, por Markus Zusak
Editora Intrínseca
480 paginas
Minha Nota: 5
Quem acompanha meu twitter (@PoiisonGiirl_) viu que no inicio da manhã de quinta-feira eu estava bastante emotiva e a culpa era desse livro. Eu havia faltado a escola e usei aquela manhã para poder terminar esse livro. E o quanto que eu chorei com aquele final. Meu Deus, eu seria capaz de encher um novo mar!
A Menina que Roubava Livros é escrita por Markus Zusak, um australiano filho de russos que cresceu ouvindo historias da época da segunda guerra mundial. Desde seu primeiro livro (Eu sou o mensageiro) ele vinha com o desejo de por no papel o que ouvia de seus pais, e foi quando lhe veio a idéia de uma garota que roubava livros. Assim nasceu Liesel e toda a sua historia como ladra de livros.
Liesel Meminger encontrou com a Morte 3 vezes. A primeira vez é quando sua jornada começa, com a morte de seu irmão em um vagão de trem que os estava levando para uma nova família. E ali, no enterro apressado de seu irmão mais novo, ocorre o primeiro roubo de livros. Tirado do ajudante de coveiro em um momento de inspiração, Liesel toma o livro para si.
Mas infelizmente só Liesel chega a casa de Hans e Rosa Hubermann. Hans e Rosa são um casal um tanto estranho, Hans é um pintor desempregado que toca acordeão nos momentos vagos e Rosa é uma mulher baixinha e que gosta de xingar tudo e todos sempre.
Logo Liesel faz amizade com o seu visinho, Rudy Steiner, um garoto em uma família de 5 irmãos. E essa amizade é uma das mais verdadeiras e puras que eu já vi na vida. Queria ter um Rudy Steiner como vizinho sabia?
O livro mostra um lado diferente da Alemanha nazista, mostra como aquilo foi para os seus habitantes. Como era estar ameaçado de ser atingido por uma bomba a qualquer momento e como as pessoas tentava sobreviver a vida se tornando cada vez pior.
Creio que se Markus tentou nos mostrar como era a Alemanha naquela época ele realmente conseguiu. Você conseguia sentir-se lá. Torcendo para que seus amigos não fossem escolhidos para ir para a guerra e que se fossem, voltassem vivos.
O livro é contado pela Morte – que na verdade é um personagem importante no livro – então não sei se ele é em primeira pessoa ou terceira. Creio que em primeira.
Esse livro está agora entre os meus preferidos. Acho impossível não se apaixonar por ele, mesmo que arranque lagrimas de nós. Afinal, nem todas as lagrimas significam que algo é ruim.
. UMA ULTIMA NOTA DE SUA NARRADORA .
Os seres humanos me assombram.


